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Menina de 2 anos passa por cirurgia depois de grudar olho com cola

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Sofia Gabriele, de 2 anos, precisou passar por uma cirurgia na manhã desta terça-feira (21) depois ter os olhos e os dedos grudados com uma cola instantânea. O acidente ocorreu na última quinta-feira (16) em Ceilândia, no Distrito Federal. 

A madrinha da menina, Lia Lucena, contou que Sofia estava em casa com a mãe quando pegou a cola e passou no olho. O Samu foi acionado para socorrer a criança, mas informou que a menina deveria ser levada ao Hospital de Base.

Lia acompanhou a mãe e a criança até a unidade de saúde. A madrinha disse que Sofia chorou muito durante o trajeto.

“Entrou em desespero porque os dedos também grudaram. Aí começou todo processo, a via crucis”, resumiu. De acordo com ela, o oftalmologista do hospital teria afirmado que não poderia fazer nada naquele momento. “Disse que precisávamos fazer compressa e passar refrigerante.”

A família voltou para casa e fizeram o que a médica havia recomendado. “Molhamos uma fralda e fomos passando, a pele ficou bem sensível”, lembra Lia. 

Na sexta-feira (17), elas foram novamente ao hospital e o médico receitou uma pomada para facilitar a remoção da cola. No entanto, como a cola não desgrudou, no domingo (20) elas decidiram ir a uma clínica particular.

“Estava muito inchado, no final do dia ficou vermelho, a gente deu uma assustada porque não sabia da condição do olho por dentro”. A especialista receitou o uso de antibióticos para evitar infecções. Além disso, ela orientou a família a procurar novamente o hospital, pois o caso provavelmente seria de cirurgia.

A cirurgia

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Na segunda (20), as três foram ao Hospital de Base e receberam a indicação de operação. No entanto, elas teriam que esperar até cinco dias pelo procedimento, já que os outros atendimentos na fila eram prioritários. 

Somente depois da família pedir a intervenção de um advogado foi possível marcar a cirurgia para a manhã desta terça-feira (21). 

“Como [Sofia] tem cílios muito grandes, ficou acumulada aquela pasta dura. Iam cortar bem perto do olho e ver se precisaria de outro procedimento, só depois iam saber o que fazer”, disse a madrinha. 

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges-DF) informou que o procedimento foi bem sucedido, que não possui lesão ocular e não corre o risco de perder a visão.

“Sobre a indicação de cirurgia prescrita pelo Hospital Regional da Asa Norte, ela foi considerada, entretanto, condutas médicas podem ser mudadas a qualquer momento de acordo com a evolução do estado do paciente no momento da avaliação.”

Mulher tem olho colado após confundir cola com colírio  

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Em setembro de 2021, ocorreu outro acidente envolvendo cola instantânea. A comerciante Regina Amorim, de 55 anos, teve as pálpebras do olho esquerdo coladas depois que uma gota de supercola foi colocada nele. 

Amorim teria pedido ao namorado para pegar um frasco de colírio na geladeira, mas como estava sem óculos, não percebeu que na verdade era cola. O caso ocorreu em Cachoeiro de Itapemirim (ES). 

“Quando pingou foi uma dor terrível. Ele quase ficou mal por causa disso”, disse Regina na época, ao UOL. “Fechou o olho total. Porque agarrou os cílios. Na hora que bateu, eu fechei. Nisso que eu fechei, ‘pegou’ tudo”.

Regina disse que normalmente aplica quantidades maiores, quando ela mesma pinga o colírio, mas que dessa vez foi o namorado e que apenas uma gota foi pingada.

Logo após o produto tocar no olho, ela disse que sentiu uma queimadura intensa e que chegou a pensar que o olho poderia “explodir”. Regina até tentou passar água morna antes do casal buscar socorro.

O atendimento médico foi feito em um hospital do município. Sem médico especialista, a equipe de plantão usou soro e algodão para tentar diminuir a dor da paciente. No entanto, não teve sucesso. 

Sufoco 

Regina voltou para casa, mas não conseguiu dormir, porque a dor e a lesão se tornaram mais intensas. “Foi difícil. Lágrimas descendo a noite toda”. Na manhã seguinte, foi a um consultório oftalmológico, onde teve as pálpebras descoladas. A retirada dos vestígios do material químico foi feita com tesoura e pinça.

A oftalmologista Liana Tito alerta que acidentes desse tipo são comuns com adultos e crianças. Por isso, ela orienta sempre observar a forma correta de manipulação e o armazenamento fora do alcance das crianças.

Fonte: R7, UOL

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