
A data para ir a Marte já está certa, e pode parecer longe, mas é um momento revolucionário. Claro, uma década é muito tempo para realizar uma tarefa, mas, no contexto de enviar pessoas a Marte, é um tempo relativamente curto. Essa é a visão da NASA.
O projeto seria uma extensão do programa Artemis, que já está em andamento e abrange estudos e missões de exploração lunar.
A proposta é treinar os astronautas enviados à Lua por meio desse programa, para que possam posteriormente embarcar em uma missão de ida e volta a Marte, possivelmente em 2035, com objetivos voltados à pesquisa científica.

Via NeedPix
O programa Artemis da NASA, que já se estende por mais de meio século, tem sido responsável pelo desenvolvimento de diversas missões ao longo dos anos, marcando um marco significativo na exploração espacial.
O programa teve seu início em dezembro de 1972, quando três astronautas foram lançados em uma histórica missão a bordo do poderoso foguete Saturno V, com destino à Lua.
Desde então, a iniciativa tem se dedicado a explorar a superfície lunar, buscando não apenas novas descobertas científicas, mas também avanços tecnológicos que possam ser aplicados em futuras explorações.
Além disso, a NASA investiga se e como é viável sustentar a vida humana fora da Terra, um passo crucial para a colonização de outros corpos celestes.
Com o conhecimento acumulado ao longo de 52 anos de exploração lunar, a NASA agora se prepara para enviar os primeiros humanos a Marte.
A missão para o planeta vermelho está prevista para levar de seis a sete meses, tanto na ida quanto na volta, abrangendo uma distância de até 402 milhões de quilômetros em cada direção.
Os astronautas selecionados para essa missão deverão passar até 500 dias na superfície marciana antes de retornar à Terra. Essa experiência será fundamental não apenas para a compreensão do ambiente marciano, mas também para o futuro das missões tripuladas a outros planetas.
Embora existam várias possibilidades para a exploração humana de Marte, o principal motivador é o estudo científico. Até o momento, as missões ao planeta vermelho foram realizadas exclusivamente por robôs, o que significa que ainda há uma quantidade significativa de solo a ser analisado diretamente.
Com essa missão, a NASA espera encontrar respostas para muitos dos mistérios que cercam Marte, incluindo as razões por trás da aparência atual do planeta e a questão sobre a existência de vida, passada ou presente.
Os cientistas já possuem um conhecimento considerável sobre a superfície de Marte, obtido por meio de missões robóticas, mas ainda há diversas características geológicas fascinantes que precisam ser investigadas mais de perto.
Essas características podem fornecer aos pesquisadores informações valiosas sobre a formação do Sistema Solar, afirmou Joel Levine, cientista atmosférico, professor do Departamento de Ciências Aplicadas da Universidade William & Mary, na Virgínia (EUA), e ex-pesquisador da NASA, em um artigo para o Space.com.
Para garantir a segurança dos astronautas durante a missão, a NASA desenvolveu um novo Sistema de Lançamento Espacial, que foi utilizado para o lançamento da espaçonave Orion em novembro de 2022.

Via Flickr
A espaçonave Orion fez parte da missão Artemis I e realizou seu primeiro voo não tripulado em direção à Lua, onde orbitou por seis dias, atingindo uma altitude de quase 130 quilômetros acima da superfície lunar. A missão culminou com o retorno da Orion à Terra em dezembro de 2022.
Segundo a própria NASA, a Orion foi projetada para “garantir a segurança dos astronautas em missões no espaço profundo, protegendo-os das condições adversas fora da Terra.” Com a missão Artemis I, a segurança da espaçonave foi comprovada.
A equipe de pesquisadores da NASA, em colaboração com vários parceiros, enviou cargas úteis a bordo da Orion para avaliar a exposição potencial à radiação que os astronautas poderiam enfrentar, informou a agência.
Ele acrescentou que embora a exposição à radiação possa variar dependendo da localização dentro da Orion, a espaçonave tem a capacidade de proteger sua tripulação de níveis potencialmente perigosos de radiação durante as missões lunares.
Para realizar as medições de radiação, a Orion foi equipada com 5.600 sensores passivos e 34 detectores de radiação ativos durante uma missão que durou quase 26 dias, orbitando a Lua e retornando à Terra.
Assim, antes da data para ir a Marte, em 2025, a missão Artemis 2 planeja repetir o trajeto da primeira, mas desta vez com uma tripulação a bordo.
Fonte: Olhar Digital






