Ciência e Tecnologia

Novo recurso da Alexa imita voz de pessoas falecidas

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Macabro ou útil? As opiniões se dividiram sobre a nova funcionalidade da Alexa. Na conferência de tecnologia re:MARS, em Las Vegas (EUA), a Amazon apresentou um recurso que permite a imitação de vozes de pessoas, incluindo daquelas que partiram para outro plano.

Ou seja, a Alexa vai fazer as mesmas funções que já conhecemos, como falar a previsão do tempo e ler o seu horóscopo. Porém, agora você poderá colocá-la para entoar essas informações usando a sua voz ou a de alguém por quem você tenha grande estima.

Vovó Alexa

A princípio, a intenção da chamada comercial da Amazon era mostrar o valor sentimental da novidade em sua assistente virtual. Por isso, o enredo do vídeo de apresentação da imitação de voz traz uma avó falecida lendo histórias de ninar para seu neto.

Este ativou o recurso ao dizer: “Alexa, a vovó pode terminar de ler o Mágico de Oz?”. Em seguida, a assistente virtual começa a recitar a história com uma voz calma e suave, bem menos robótica do que na configuração padrão. Dessa forma, em tese, a criança supre a falta que sente de sua avó desde o momento em que a matriarca faleceu.

Rohit Prasad é vice-presidente da Amazon e coordenou a criação da Alexa. De acordo com ele, a configuração da voz é bem simples de se fazer. Basta um minuto de áudio da pessoa a ser imitada e pronto, a assistente virtual vai rodar com o tom da pessoa em alta qualidade.

“Isso exigiu invenções em que tivemos que aprender a produzir uma voz de alta qualidade com menos de um minuto de gravação versus horas de gravação no estúdio. A maneira como fizemos isso acontecer foi enquadrando o problema como uma tarefa de conversão de voz e não como um caminho de geração de fala”, explicou Rohit Prosad durante o evento.


Apesar de fazer o anúncio, ainda não se sabe quando a novidade vai chegar na Alexa. Além disso, a Amazon não divulgou se o recurso vai estar disponível em todos os produtos ou apenas nos novos modelos a serem lançados.

Caixa de som inteligente

Alexa

Divulgação/Amazon

Os desenvolvedores da Alexa não gostam muito da definição que está no entretítulo, mas foi assim que o aparelho foi chamado na época de sua criação, em 2014. A aversão a esse título é por conta da capacidade do produto em ajudar os usuários em suas tarefas diárias.

No mercado, a Alexa concorre com a Cortana (Microsoft), a Siri (Apple) e o Google Assistente. O foco de produtos do tipo é ser conversacional, ou seja, interagir com quem usa o aparelho, que precisa estar conectado à tomada e ao wi-fi doméstico. Sendo assim, quando a pessoa diz “Alexa”, os microfones do aparelho se ativam, cabendo ao usuário passar o comando que deseja.

O que possibilita essa conversa é uma tecnologia de machine learning. Inclusive, conforme o tempo passa, a Alexa começa a entender os gostos pessoais de seu dono, o que permite respostas mais conexas com as expectativas do usuário. Todas as informações são processadas nos servidores da Amazon, em um processo de escuta e resposta que ocorre em segundos.

Atualmente, a assistente virtual tem uma integração com outros aparelhos inteligentes das residências: lâmpadas, televisores e até mesmo fechaduras. Logo, além de responder perguntas simples, como a data do próximo jogo do seu time, a Alexa está tendo seu uso na ativação de luzes e desligamento de ar-condicionado, por exemplo.

Em síntese, as assistentes virtuais, seja de qual marca for, vieram para ficar. Afinal, elas interagem muito bem com outras plataformas que ganharam o mercado, como o Uber e o Spotify. Portanto, dispositivos como a Alexa funcionam como um atalho para estes serviços, e dificilmente serão substituídos a médio prazo.

Fonte: R7 Segredos Do Mundo 

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