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Novo tratamento com proteína reduz as chances de COVID-19 desenvolver

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De acordo com a comunidade científica, um novo tratamento com um medicamento à base de proteína pode ser capaz de acelerar a recuperação e/ou reduzir as chances de desenvolver COVID-19. Em uma pequena escala de testes, o medicamento, conhecido como SNG001, provou ser mais eficaz em comparação aos medicamentos que contêm placebo.

A droga, que foi desenvolvida pela Synairgen, uma empresa biotecnológica sediada em Southampton, contém interferon beta-1a, uma proteína produzida naturalmente pelo corpo para combater infecções virais. O remédio SNG001, durante a fase de teste, foi utilizado por meio de inalação, com o uso de um nebulizador, desencadeando no corpo humano uma resposta imunológica.

A recente descoberta foi publicada no The Lancet Respiratory Medicine. A eficácia do medicamento, durante a realização dos testes, é, em meio à pandemia, mais um fio de esperança para aqueles que estão hospitalizados por conta do vírus.

Estudos

Para os cientistas, ainda é necessário um ensaio clínico randomizado maior, pois o estudo envolveu apenas 98 voluntários.

Mesmo sendo necessário realizar novos testes, para Tom Wilkinson, pesquisador da Universidade de Southampton que liderou o estudo, “os resultados confirmam a crença de que o interferon beta, um medicamento amplamente conhecido e aprovado para uso de forma injetável em outras indicações, pode ser potencialmente inalado para restaurar a uma resposta imune no pulmão e acelerar a recuperação de COVID-19”.

“O interferon beta-1a, ao ser inalado fornece altas concentrações de uma proteína que fortalece a imunidade, o que aumenta as defesas pulmonares ao atingir mecanismos virais específicos”. Além disso, diminui a chance de co-infecção, ou de piora no quadro de saúde causada por mutação do Sars-CoV-2 (novo coronavírus), causados da Covid-19.

“Isso pode trazer vantagens adicionais no tratamento da infecção por COVID-19, que pode ocasionar novas infecções respiratórias por outros vírus, como a influenza ou o vírus sincicial respiratório (RSV)”.

Ao todo, 48 voluntários participaram dos testes com o SNG001, enquanto outros 50 receberam placebo. Os pacientes que receberam SNG001 tiveram duas vezes mais chances de se recuperar em comparação com aqueles que receberam o placebo.

Para Nathan Peiffer-Smadja, da Assistance Publique – Hopitaux de Paris, França, a comunidade científica deve, em breve, começar a trabalhar um novo ensaio clínico com um maior número de voluntários, alfinal, “maiores ensaios clínicos randomizados são necessários para confirmar a eficácia dos resultados já obtidos”.

Até o atual momento, o novo coronavírus já ocasionou 1.317.707 de mortes em todo o mundo. O total de casos registrados é de 54.418.895, destes 34.989.010 conseguiram se recuperar. No Brasil, 5.863.093 foram registrados. Ao todo, 5.291.511 se recuperaram e 165.811 morreram por conta da doença.

Como se sabe, as principais vias de contaminação da doença ocorrem via gotículas de saliva, espirros, acessos de tosse, contato próximo e superfícies contaminadas. De acordo com estudo americano recém-publicado no renomado periódico médico The New England Journal of Medicine, o vírus sobrevive por algumas horas em suspensão no ar ou até dias em certas superfícies.

“O que mais chama atenção nesse trabalho é que se observou que o coronavírus resiste por até três horas na forma de aerossol, isto é, se eu estou infectado e espirro numa sala, ele consegue ficar espalhado pelo ar e infectar outra pessoa em quase três horas”, diz o virologista Paulo Eduardo Brandão, professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). 

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