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O corpo do Papa que explodiu no Vaticano

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Em 2015, celebraram-se os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Na época, o ano, além de alavancar discussões e debates sobre o tema, reviveu também a memória daqueles que participaram, direta ou indiretamente, do acontecimento. Em suma, uma das figuras mais polêmicas, e que veio à tona, foi o religioso italiano Eugenio Pacelli.

Para quem não lembra, Pacelli é mais conhecido como o líder da Igreja Católica, o Papa Pio XII (1876-1958). Seu pontificado iniciou-se em 1939, alguns meses antes da Segunda Guerra Mundial. Durante esse período, a atitude do Papa, diante das atrocidades cometidas pelos nazistas, especialmente contra os judeus, foi muito criticada. Nesse ínterim, acredita-se que o Papa teria silenciado e se omitido, diante dos acontecimentos. Em suma, sua suposta omissão valeu-lhe a alcunha de “Papa de Hitler”.

Em contrapartida, no mesmo ano em que celebraram-se os 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, a cineasta, roteirista e produtora italiana, Liana Marabini, lançou o filme Shades of Truth. A produção independente defende outra ideia. O filme mostra que Pio XII, na verdade, salvou milhares de pessoas.

Verdade, ou não, recentemente, o Vaticano anunciou que decidiu abrir os arquivos secretos do Papa Pio XII. Independente do que há nos registros, o fato é que o Papa fez história. Até hoje, o papa é lembrado. Os motivos? Vários. Entretanto, vale dizer que todos aqueles, que lembram do líder religioso, lembram de um momento bem peculiar. O seu enterro.

A morte do Papa

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Os médicos dos papas sempre ocuparam um papel fundamental na vida da corte papal. Em 1939, quando o Papa Pio XII ascendeu ao papado, o oftalmologista italiano, Riccardo Galeazzi-Lisi, tornou-se arquiatro pontifical. Em outubro de 1958, quando o pontífice estava em seu leito de morte, no Castel Gandolfo, localizado no sul de Roma, o médico fez um acordo com a imprensa. A partir disso, passou a fornecer informações exclusivas sobre o estado de saúde do Papa.

Além de fornecer informações, o médico havia prometido também informar aos jornalistas o momento exato da morte do papa. O líder religioso morreu às 3h52, do dia 9 de outubro de 1958, devido a uma isquemia circulatória e um colapso pulmonar, aos 82 anos de idade. O Castel Gandolfo, rapidamente, foi tomado por jornalistas. Na época, o responsável por anunciar a morte do Papa foi o padre Pellegrino.

O enterro

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Galeazzi-Lisi também foi responsável pelo embalsamamento do pontífice. De acordo com informações divulgadas, Galeazzi-Lisi decidiu preservar o corpo do Papa, seguindo as diretrizes do antigo processo de embalsamamento. O procedimento foi descrito pelo The New York Times como “processo de osmose aromática”.

Em suma, o procedimento exigia o uso de óleos e resinas. Supostamente, as substâncias seriam utilizadas para ‘desintoxicar’ o corpo. Após a desintoxicação, o corpo do Papa foi envolvido por celofane. No lugar de preservar o corpo do líder religioso, o que Galeazzi-Lisi fez, na verdade, foi acelerar o processo de decomposição.

“Se o embalsamamento não for realizado corretamente”, explica Ken Jeremiah, autor de Christian Mummification, “provavelmente haverá um acúmulo de substâncias químicas. Ao se acumularem, caso não haja espaço para se dissiparem, o corpo pode explodir”.

E foi exatamente o que aconteceu. O cadáver do Papa Pio XII explodiu, durante a procissão, que havia começado no Castel Gandolfo e deveria ter terminado no Vaticano. O fenômeno foi acompanhado por todos os presentes, já que o corpo de um papa deve estar sempre visível, durante todos os funerais.

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