O que acontece com o corpo quando se fica tempo demais em uma viagem espacial?

POR Rafael Miranda    EM Ciência e Tecnologia      21/05/15 às 19h24

O céu sempre atraiu a atenção e os sonhos do homem. O primeiro ser vivo no espaço não foi um homem, mas a cadela Russa Laika, da raça Kudriavka. Ela subiu ao espaço em 1957 a bordo da nave espacial Sputnik 2, e morreu quatro dias depois, devido ao calor, na reentrada. Diversos animais foram usados nos primórdios da exploração espacial para testar o efeito da radiação, da ausência de gravidade e das condições do espaço exterior sobre os organismos vivos.

Ainda desvendamos poucos dos mistérios que envolvem o espaço. Um dos principais motivos para isso ocorrer é devido as condições espaciais que se refletem no corpo humano. Os astronautas tem bastante dificuldade de adaptação à microgravidade.

Essas limitações que geram a famosa "síndrome de adaptação ao espaço", eram desconhecidos durante os primeiros voos espaciais, visto que estes eram feitos sob condições bastante restritas. Cerca de 60% de todos os astronautas de um "nibus Espacial experimentam os efeitos do espaço no corpo humano durante seu primeiro vôo.

Efeitos colaterais

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O primeiro caso em que foi registrado os efeitos colaterais do espaço no nosso organismo foi o de Gherman S. Titov, em Agosto de 1961 a bordo da Vostok 2, que relatou tontura e náusea no vôo. Todavia, os primeiros casos significativos ocorreram nos primeiros voos Apollo. Frank Borman na Apollo 8 e Rusty Schweickart na Apollo 9 experimentaram casos razoavelmente sérios, que forçaram a mudança da programação da missão.

No nosso corpo, devido a ausência de gravidade, nossos músculos começam a atrofiar. E isso não é o pior: órgãos vitais como coração e pulmões também atrofiam. Nossos ossos por não estarem mais sendo influênciados pelos fatores atmosféricos da Terra começam a diminuir. O tecido ósseo começa a ser absorvido pelo organismo, o que causa diversos problemas de saúde como pedra nos rins.

Outro grande problema é a radiação. O efeito da radiação cósmica nos astronautas pode causar mutações ou matar as células de seus corpos. Para evitar esse tipo de situação, agências espaciais como a Nasa sempre fazem uma análise criteriosa dos nível de radiação no local de trabalho dos astronautas.

Rafael Miranda
Criando forças para segurar o forninho de cada dia. Instagram: @rafaelmiranda17

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