O que acontece quando o pênis de um homem é amputado?

POR A redação    EM Ciência e Tecnologia      16/09/15 às 19h02

Situações como essas geralmente estão relacionadas com problemas de saúde, como o câncer de pênis. Porém, o problema também pode ser resultado de acidentes e até de atos criminosos. A doença costuma atingir homens que têm mais de 40 anos, são de baixa renda e não passaram por circuncisão.

O primeiro sintoma da doença são feridas no pênis que custam a cicatrizar, falta de higiene no órgão genital, doenças sexualmente transmissíveis, como o HPV, e fimose, que é a dificuldade de expor a "cabeça" do pênis porque o prepúcio (a pele que a recobre) tem um anel muito estreito, são os principais fatores que predispõem ao mal - a causa exata do tumor ainda é desconhecida.

Mas você já parou para pensar o que acontece quando o pênis de um homem é amputado? Será que existe alguma cirurgia para converter o corte? Confira!

iStock_000032727382_SmallA verdade é que independentemente do fator causador, uma amputação total do membro pode ser resolvida com uma neofaloplastia, que consiste na criação de um novo tubo peniano, com retalhos de antebraço ou de pele da região lombar. Vale lembrar que a uretra também é refeita cirurgicamente e, dependendo do caso, possibilitará até que o paciente continue urinando em pé. Em outros casos, o indivíduo terá de fazer isso sentado.

Quando a doença é identificada em fase inicial, as chances de um tratamento bem sucedido são próximas de 100%. O problema é que a maioria dos homens brasileiros não tem o hábito de ir ao médico e, quando vão, a doença já está em fase avançada.

As formas de tratamento são similares às de outros cânceres: retira-se a parte afetada e trata-se com quimioterapia. A diferença é que o pênis tem uma importância capital para o homem. Quando é necessário amputar todo o membro, muitos entram em depressão, chegam a perder a vontade de viver. Mas é possível manter a vida sexual ativa após a amputação do pênis?

qualidade-de-vida-sexualEnquanto à manutenção da vida sexual, alguns especialistas explicam que em uma segunda cirurgia é possível inserir uma prótese peniana para possibilitar firmeza e viabilizar uma penetração com o novo pênis. E fique tranquilo, dependendo das condições, tanto o prazer sexual como o orgasmo podem ser alcançados com a estimulação erótica da região genital residual, formada pelo escroto, testículo e região perineal. Com técnicas de reprodução assistida, mesmo a geração de filhos não está descartada.

O caso mais recente de ato criminoso foi da médica urologista Myriam Priscilla, condenada a seis anos de prisão por ter ordenado a mutilação do ex-noivo em Juiz de Fora, na Zona da Mata, em 2002. Casos assim são comuns - oriundos de violência sexual, em que mulher castra o marido, mas a automutilação é frequente em pacientes com distúrbios psiquiátricos e em transexuais.

Outro caso famoso que ocorreu na década de 90 serve de exemplo para mostrar que, após a situação traumática, a vida do homem pode voltar à normalidade no sentido fisiológico. O norte-americano John Wayne Bobbitt, 47 anos, teve o pênis cortado com uma faca pela própria esposa. John passou por uma cirurgia reconstrutora e atuou em dois filmes pornôs.

Fonte: UOL

A redação
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.
Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Siga Fatos Desconhecidos no Google+