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O que acontece se alguém der LSD a um elefante?

POR Isabela Ferreira    EM Curiosidades      28/08/17 às 13h58

O LSD é uma das substâncias alucinógenas mais potentes do mundo, e por isso é tão desejada e consumida mundo afora. Produzida sempre em pequenos cristais que são transformados em forma líquida para possibilitar a comercialização. Acontece que nos anos de 1950, foi constatado que a droga poderia atuar como uma poderosa aliada no tratamento contra o alcoolismo, se utilizada em doses controladas, mas sua utilização foi proibida na maioria dos países e bem sabemos o porque...

Mas será que você já parou pra pensar no que aconteceria se alguém desse LSD para um animal? Especificamente, um elefante? Bom, é bem provável que não, mas este foi o questionamento que incentivou um cruel experimento. Foi no ano de 1962, que pesquisadores da Universidade norte americana de Oklahoma, liderados pelo cientista Jolly West, decidiram testar quais os efeitos que uma grande dosagem de LSD poderiam causar a um elefante, que por sinal, vale lembrar que pesa toneladas.

A princípio, acreditavam que o animal era resistente à droga e que não seria possível observar grandes reações motivadas pelos agentes neutrópicos, e por este motivo, fizeram uma sobredosagem , injetando no traseiro de Tusko, um elefante de zoológico, incríveis 297 miligramas, a maior quantidade de alucinógeno já usada por um ser vivo.

Os pesquisadores pretendiam descobrir se o LSD era capaz de desencadear o musth, que é uma espécie de loucura temporária que pode afetar principalmente elefantes machos, que os tornam incontroláveis e sexualmente agressivos. Depois de apenas 5 minutos da injeção, o inesperado aconteceu: o animal simplesmente entrou em colapso e caiu bruscamente para seu lado direito e poucos segundos depois, defecou. Acabou entrando também em estado epiléptico, em que seus membros esquerdos ficaram rígidos, enquanto os direitos apresentavam uma leve flexão nas articulações. Seu corpo todo tremia.

As pupilas do animal estavam visivelmente dilatadas e seus olhos giravam, até que finalmente se fecharam. A boca dele não se fechava e perceptivelmente, estava com dificuldades para respirar. Os pesquisadores ficaram assustados pois não esperavam por aquilo em hipótese alguma, e na tentativa de ajudar e salvar o elefante, aplicaram nele doses de cloridrato de promazina, que é indicado no tratamento contra rápidas reações provocadas por determinada substância e também em casos de reações alérgicas.

Isso apenas fez com que o animal não tivesse tantas convulsões, e melhorasse sua qualidade respiratória, por um curto intervalo, mas infelizmente, cerca de uma hora e quarenta minutos depois, Tusko não resistiu e morreu.

Apenas para que você tenha uma noção, a dose aplicada ao animal seria suficiente para causar pesados efeitos alucinógenos a mais de 3 mil pessoas! Não se sabe quais foram as razões para a alta dosagem, sendo que de acordo com os cálculos que devem levar em consideração o metabolismo do elefante, deveriam ter aplicado no máximo, 9 miligramas, que é uma taxa aproximadamente 30 vezes menor do que aquela aplicada.

Obviamente o experimento, que por si só já não possuía princípios realmente científicos, foi totalmente negligenciado e causou revolta principalmente na população, quando a notícia veio à tona. Na época, West escreveu um artigo em que relata todas as intenções do estudo e os procedimentos adotados por sua equipe, mas o relatório não foi bem aceito pela comunidade científica, que acabou encontrando algumas controvérsias. Se o experimento tivesse sido realizado nos dias de hoje por exemplo, certamente, West e toda sua equipe estariam na cadeia.

E então pessoal, o que acharam? Já conheciam o bizarro experimento feito por esses cientistas? Compartilhem sua ideias com a gente por meio dos comentários!

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Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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