O que as empresas não dizem: o que faz um avião cair?

POR Pietro Bottura    EM Ciência e Tecnologia      21/08/14 às 18h52

O avião é considerado o meio de transporte mais seguro que existe, em especial se compararmos os números de mortes em envolvendo carros e motos contra os de aviões. Entretanto, isso não significa que ele esteja imune a panes, falhas e uso indevido, o que é raro, mas suficiente para dar um bom medo enquanto se está a milhares de quilômetros acima do solo e não há nenhum tipo de forma de salvação no caso de um acidente.

Pra saber melhor o que esperar na próxima vez que pegar um avião e aprender o que as empresas de aviação gostam de fingir que não existe, separamos os motivos mais comuns para acidentes aéreos envolvendo aviões comerciais:

Depressurização

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Aviões comerciais voam a até 11 km acima da solo, em altitudes onde a pressão torna o ar rarefeito e a velocidade aumenta com rapidez. O detalhe é que não há oxigênio o suficiente nessas alturas, o que faz com que seja necessário um mecanismo de pressurização, que existe desde 1938. É por isso que existe a frase "em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente". O problema é que essa não é uma situação tão inofensiva: ao contrário do afogamento ou sufocamento, a despressurização pode te fazer apagar em apenas 15 segundos e passar dessa pra melhor.

Força G

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Com o atrito e resistência do ar, aviões mal construídos ou velhos podem perder asas, flaps e outras partes essenciais para guiar os rumos da aeronave. Se forem feitas manobras indevidas, também, a fuselagem pode se romper, pois é criada uma força gravitacional - chamada de Força G - que age com maior força se o avião fizer viradas com angulações agudas demais, velocidade alta ou movimentos bruscos.

Disputa de território

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Entre 1990 e 2007, mais de 12 mil acidentes envolvendo turbinas e pássaros foram registrados. Acontece que as aves, como os animais terrestres fazem no solo, ocupam o território aéreo, e os métodos para combater esse "problema" (na verdade o problema é o homem, invadindo o espaço das aves) são pouco eficazes - um deles é a falcoaria. Colidir com pássaros como o urubu pode fazer uma turbina explodir. Para testar a eficiência de turbinas, existe um teste que usa um "canhão de galinhas", em que frangos mortos são disparados a 400 km/h contra as hélices.

Pane no sistema

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Em 2009, sete aviões do modelo Airbus A330 passaram por falhas de software, que inclinavam as naves de forma perigosa e criavam riscos no controle de bordo dos pilotos. Houve até um caso, num vôo da AirFrance, de São Paulo para Paris, em que uma queda no Oceano Atlântico causou a morte de 232 passageiros.

Ops...

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Na maior parte dos casos em que há acidentes trágicos, a verdade é que a culpa foi ou da empresa - que não realizou a manutenção corretamente - ou do piloto, que não soube estabilizar o avião. É o caso de um acidente ocorrido em 1977, em que, por erros da torre de comunicação e desobediência dos pilotos, dois aviões se chocaram num nevoeiro, matando 583 pessoas - um trágico recorde histórico.

Turbulência

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Sabe quando dizem que não tem nada demais e que ninguém nunca morreu por turbulência? Bom, entre 1992 e 2001, o órgão americano FAA (Federal Aviation Administration) divulgou que houve 115 acidentes onde a turbulência foi fator central, com 251 mortes envolvidas. A maior parte, em aviões pequenos; aviões comerciais são projetados para resistir melhor aos choques mecânicos. Mas isso não impede que passageiros sem cinto de segurança sejam jogados contra o teto e poltronas a até 100 km/h, causando fraturas fatais.

Sistema hidráulico

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É tão importante que a maioria das aeronaves tem 3, um para uso e dois reserva. Como nos carros, esse tipo de direção usa fluído pressurizados em canos que percorrem o veículo, e, para realizar curvas, dependem de bombas de compressão. Acontece que se a sensível fuselagem desses canos furar, o avião perde completamente o controle, o que é raro, mas já aconteceu - como no caso de Alfred Haynes, comandante que perdeu os 3 sistemas e ainda assim realizou um pouso forçado, usando o controle de potência de uma das turbinas.

E aqui algumas estatísticas:

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Pietro Bottura
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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