Ciência e Tecnologia

O que é e como se forma um buraco negro?

buraco negro
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Mesmo com os avanços da ciência e da tecnologia, os buracos negros seguem sendo um intrigante assunto entre pesquisadores. Embora seja possível dizer que já existe um vasto conhecimento acerca deles, alguns mistérios seguem deixando-nos com “a pulga atrás da orelha”.

Alguma coisa já conseguiu sair de um buraco negro? Um ser humano sobreviveria ao entrar em um desses temidos centros gravitacionais? O que há dentro desse enorme círculo de força? Responderemos os maiores questionamentos sobre buracos negros a seguir.

O que são buracos negros?

Os primeiros indícios de buracos negros surgiram com a constatação da morte de estrelas. Estrelas muito grandes, de aproximadamente 20 vezes a massa do Sol, não começam a perder energia e morrem, mas se transformam nos temidos buracos. Eles, por sua vez, não perdem massa, mas a convertem.

Uma estrela, no que lhe concerne, é basicamente uma bola de gás comprimida com grande quantidade de energia. Essa energia é proveniente da fusão nuclear presente no interior das estrelas.

Ao entender como um buraco negro se forma, resta a dúvida: o que de fato ele é? Um buraco negro é um corpo espacial muito denso, ou seja, tem muita massa e pouco volume. Por esse motivo têm uma gravidade muito forte. Esse campo gravitacional é tão intenso que é capaz de atrair até a luz, por isso o termo buraco negro. Além disso, nada escapa de dentro dele. Toda forma de matéria e energia fica presa para sempre.

Após a formação de um buraco negro, ele pode continuar a crescer absorvendo a massa do ambiente. Ao absorver outras estrelas e se fundir com outros buracos negros, buracos negros supermassivos de milhões de massas solares podem se formar. Há consenso de que existem buracos negros supermassivos no centro da maioria das galáxias. Na Via Láctea, inclusive, há um buraco negro supermassivo de cerca de 4,3 milhões de massas solares.

Horizonte de eventos

O limite da região da qual a matéria não consegue escapar é chamado de horizonte de eventos. Buracos negros são invisíveis, mas quando ele está se ‘alimentando’, ou seja, consumindo matéria, esses corpos são aquecidos a milhões de graus, resultando em algo chamado disco de acreção. Isso faz com que um brilho em raios-X e rádio sejam emitidos, e é esse brilho que os cientistas geralmente observam pelos instrumentos astronômicos.

ESO

A imensa gravidade dos buracos negros também distorce o próprio espaço, de modo que é possível ver a influência de uma atração gravitacional invisível sobre estrelas e outros objetos. Além disso, os cientistas conseguem “ouvir” o eco de uma colisão entre dois buracos negros, eventos que formam um novo buraco e produzem ondas gravitacionais.

Esses são os pontos indicativos para a descoberta destes fenômenos no espaço. O buraco negro mais distante já descoberto está em uma galáxia a cerca de 13,1 bilhões de anos-luz da Terra. A idade do universo atualmente é estimada em 13,8 bilhões de anos-luz, então esse buraco negro já existia cerca de apenas 690 milhões de anos após o Big Bang.

Foi possível detectá-lo porque esse buraco negro supermassivo é o que os astrônomos chamam de “quasar”. Ou seja, há grandes quantidades de gás sendo derramadas no buraco negro tão rapidamente que a produção de energia é mil vezes maior que a da própria galáxia, e isso produz um brilho extremo, permitindo aos astrônomos detectá-lo.

Uma curiosidade a respeito dos buracos negros é que, nas regiões próximas a eles, a emissão de raios X é muito alta. Mas, apesar disso, será que uma pessoa sobreviveria se entrasse no grande círculo?

A resposta é que provavelmente não. Considerando a forte gravidade presente nos buracos, seres humanos seriam facilmente esmagados ou até mesmo deteriorados. Sem dúvidas, as chances de vida após adentrar algo dessa espécie é mínima.

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