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O veneno mais mortífero do mundo agora tem cura

POR Jesus Galvão    EM Mundo Animal      03/05/19 às 18h44

Ao contrário do que muitos acreditam por aí, o animal mais venenoso do mundo não é uma cobra, uma aranha ou um escorpião. Na verdade, a criatura cujo veneno é capaz de matar cerca de 60 pessoas é a água-viva-caixa-australiana.

Agora, os cientistas parecem ter encontrado um antídoto para a picada letal deste ser que é encontrado na região da Austrália e da Ásia. A descoberta foi publicada na revista científica Nature Communications. O estudo foi conduzido pelos pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália.

Os estudos

Os cientistas conseguiram identificar uma molécula que age como antídoto para o veneno da água-viva. Entretanto, vale ressaltar que, até o momento, a solução só foi testada em células humanas em ratos. Portanto, ainda é cedo para comemorarmos o sucesso da descoberta.

Também conhecidas como vespas-do-mar ou cubomedusas, essa água-viva de formato cuboide possui cerca de 60 tentáculos. Cada um deles com até 3 metros de comprimento e são munidos de ganchos repletos de veneno. O propoóito desse poderoso veneno é atordoar ou matar rapidamente a sua presa. Assim, ela não danificará seus tentáculos tentando se soltar.

Estes cnidários podem ser encontrados na costa norte da Austrália e nas águas do Indo-Pacífico. Eles podem atingir velocidades de até 7,5 quilômetros por hora durante a caça de peixes e camarões. Aqueles que tiveram a infeliz sorte de serem picados por um deles, sofrem de dores intensas, necrose da pele e, às vezes, até paradas cardíacas e morte.

Muitas das vítimas acabam entrando em choque e se afogam devido a dor. Aqueles que sobrevivem a um encontro com a vespa-do-mar podem ainda sofrer com as dores por muitas semanas e acabar com terríveis cicatrizes.

"É super emocionante", disse Greg Neely, professor associado da Escola de Vida e Ciências Ambientais de Sydney. "Estávamos vendo como o veneno funciona, para tentar entender melhor como ele causa dor. Usando novas técnicas de edição de genoma CRISPR, podemos identificar rapidamente como esse veneno mata as células humanas. Felizmente, já havia uma droga que poderia atuar no caminho que o veneno usa para matar as células, e quando experimentamos essa droga como um antídoto do veneno em camundongos, descobrimos que ela poderia bloquear a cicatrização do tecido e a dor relacionada a picadas da água-viva".

As descobertas

A técnica CRISPR permite aos cientistas adicionarem, removerem ou alterarem o material genético dentro de um organismo. Ela tem sido amplamente utilizadas. Os pesquisadores usaram o método para derrubar diferentes genes de milhões de células humanas.

Usando um método de tentativa e erro, foram analisadas quais células sobreviveram ao veneno da cubomedusa. Isso os permitiu identificar as características nos humanos que permitiam que o veneno se instalasse.

"A via do veneno da água-viva que identificamos neste estudo requer colesterol, e como há muitos medicamentos disponíveis que têm como alvo o colesterol, poderíamos tentar bloquear esse caminho para ver como isso afetou a atividade do veneno. Nós usamos uma dessas drogas, que sabemos ser seguras para o uso humano, e usamos contra o veneno, e funcionou", disse o principal autor do estudo Dr. Raymond Lau."É um antídoto molecular".

Nos camundongos e células humanas, os cientistas perceberam que o antídoto impedia a necrose da pele, formação de cicatrizes e a dor. Entretanto, mais pesquisas ainda são necessárias para ver se eles conseguem impedir os ataques cardíacos.

Aparentemente, o antídoto deve ser aplicado na pele da vítima dentro de até 15 minutos depois que ela foi picada. Os especialistas desejam desenvolver um spray com o antídoto para que ele possa ser aplicado diretamente sobre a pele.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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