
Quem já viu filmes japoneses sabe que nas terras orientais o papo é sério e muito mais desenvolvido do que no Ocidente, onde fantasmas são fantasmas e pronto. No Japão, fantasmas podem ser bons ou maus, alimentarem-se de raiva, amor e serem até tidos como amuletos de boa sorte.
Para os japoneses, cada tipo de morte e ambiente tem um tipo de assombração específica, o que mostra o envolvimento das histórias de terror em sua cultura. Assustadores e nem tanto, eu prefiro não encontrar nenhum desses aqui depois de ler esse post:
O seu nome significa “espírito rancoroso, vingativo”, e pode ser encontrada em qualquer lugar no Japão. Alimenta-se de ódio, e é manifestado por pessoas que morreram em situações de inveja, ciúmes, fúria ou ódio tão forte que o espírito não é capaz de ir ao próximo mundo. Os fantasmas aparecem da mesma forma que a pessoa que morreu, geralmente revelando marcas de ferimentos e sangue.
Apesar de serem fortes o suficiente para matar seus alvos, preferem atormentar essas pessoas por longos períodos, tornando sua existência insuportável. São implacáveis e, diferentemente de fantasmas comuns, continuam matando e assombrando os locais que habitam mesmo depois de punirem suas vítimas, apenas pelo ódio inato que têm.
Um caso clássico envolvendo esse tipo de aparição é o da jovem Oiwa, que foi brutalmente desfigurada e assassinada por seu marido. É contado que, ao recontar a história dela, escritores e produtores dos diversos filmes e livros sofrem uma maldição. Por isso, é comum que façam preces em seu túmulo antes da produção de tais obras.
Desde o Japão feudal, acredita-se que o status e características de uma pessoas as acompanhassem no mundo dos mortos, como uma recompensa ou maldição pelo que ela teria sido em vida. E quanto mais poderosa ou influente essa pessoa, maior seria a capacidade destrutiva de seu espírito.
Entretanto, diferente das Onryos, que eram mulheres comuns e donas de casa, esses eram políticos, lordes e guerreiros, que com seus poderes causavam desastres gigantescos, como enchentes, incêndios e terremotos.
Esses fantasmas são considerados responsáveis por furar e afundar embarcações, já que são os espíritos de pessoas que morreram em naufrágios. Apesar de serem relatados como humanos ou fantasmas em navios marítimos, podem também aparecer em lagos e rios, por exemplo. Em dias de chuva e sob a Lua cheia ganham força,
O nome significa “mulher quase dando à luz”, o que explica sua função. Esse espírito geralmente fica atormentado por preocupação, já que é resultado de mulheres que morrem próximas (ou durante) o parto.
Aparecem em noites escuras e chuvosas e muitas vezes parecem com mulheres comuns carregando bebês, pedindo ajuda ou tentando comprar coisas em lojas, por exemplo, e pagando com folhas secas. Se o bebê tiver morrido, aparecem com ele, e tentam entregá-lo para as pessoas. Se elas o pegarem, ele se tornará cade vez mais pesado, até as esmagar.
Podem também aparecer grávidas e até cobertas de sangue, com um feto nas mãos. Seu desejo é proteger seus filhos, o que não faz delas espíritos necessariamente malignos, mas nem por isso menos assustadores.
Esses fantasmas domiciliares costumam ficar em salas chamadas “Zashiki”, geralmente ocupadas por tatames, onde as crianças ficam. São bagunceiros, amados e relacionados à sorte – japoneses acreditam que casas com eles dão sorte. Aparecem como crianças de 5 ou 6 anos, com faces rosadas, demonstrando inocência. São também considerados guardiões de residências, e, caso exorcizados, deixam a casa livre para que um espírito realmente mau a ocupe.






