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Os 5 traidores mais conhecidos da história

POR A redação EM História 29/08/15 às 14h47

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Tanto na história quanto na literatura, grandes amizades foram feitas e se tornaram célebres pela proximidade formada: Sherlock Holmes e John Watson, Frodo Bolseiro e Sam Gamgi, John Lennon e Paul McCartney, Harry Potter e Rony Weasley (e Hermione)... poderia passar a tarde citando outros exemplos. Estas, no entanto, foram amizades verdadeiras, que não terminaram com uma punhalada pelas costas.

Pois é, traições entre amigos também acontecem. Todo mundo já deve ter passado por algo assim. Aquele grande amigo que, para favorecer seus próprios interesses, deixa as amizades de lado e faz o que bem entender. Ou pior, entrega o companheiro, traí a sua confiança. É péssimo.

Alguns traidores até entram para a história, tamanha a sua traição, como é o caso dos cinco a seguir. Será que algum dia eles deixarão de ser julgados?

Iago (1603)

Os episódios de traições sempre foram comuns nas peças do dramaturgo inglês William Shakespeare; Rei Lear, Macbeth, Hamlet... Mas nenhuma delas foi pior que a traição de Iago na peça "Otelo, o Mouro de Veneza". Iago, que era o alferes do General Otelo se sentiu injustiçado quando Otelo delegou outra pessoa para o cargo de Tenente - alguém mais pensou em Frank Underwood?

Iago não era tão genial quanto o congressista americano de House of Cards, e optou por uma saída mais simples: fez Otelo acreditar que sua esposa, Desdêmona, o traiu. A trama deu certo e, consumido pelo ciúme, o general a matou asfixiada. Quando descobriu que tudo não passava de uma mentira de Iago, Otelo se suicidou.

Silvério (1789)

Na época que o Brasil ainda era uma colônia de Portugal, uma punhalada nas costas épica aconteceu na Capitania de Minas Gerais, importante região na época devido à extração do ouro. Os personagens são dois nomes bastante conhecidos: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes e Joaquim Silvério dos Reis.

Tiradentes havia organizado um grande levante com objetivos separatistas após a Coroa Portuguesa aplicar duras taxas contra a população. Quando tudo estava pronto, um dos companheiros de Tiradentes delatou o movimento aos portugueses. Silvério recebeu títulos e posses pela delação premiada. Já Tiradentes... bom, você sabe.

Hitler (1941)

Algumas traições são grandes o suficiente para alterar duas nações. Às vésperas da Segunda Guerra Mundial, a Alemnha de Hitler e a URSS de Stalin assinaram um pacto de não agressão, o Molotov-Ribbentrop. O termo estabelecia que as duas nações não se envolveriam em termos bélicos durante a guerra.

Hitler queria, com isto, atacar a Polônia sem intervenções soviéticas, enquanto apoiaria Stalin na dominação da Finlândia. Os dois ataques foram realizados como planejado, ainda em 1939. Tudo parecia perfeito até Hitler decidir atacar a Rússia em 1941, na Operação Barbarossa, ignorando o pacto anterior. Depois de tamanha traição, a URSS trocou de lado.

Brutus (44 a.c)

Talvez o maior erro de César tenha sido permitir o perdão a Marcus Junius Brutus, aristocrático romano que lutou contra o Imperador durante as guerras civis romanas, já que apoiava Pompeu Magno. Perdoado, Brutus tornou-se um pretor, como favorecido de Júlio Cesar.

Ele deveria sentir-se grato, mas decidiu conspirar contra o imperador outra vez, junto com Cassius. Durante uma reunião no Senado, César foi apunhalado pelos companheiros aos pés da Estátua de Pompeu. Suas últimas palavras, eternizadas pela peça de Shakespeare, todo mundo conhece: "Até tu, Brutus?"

Judas (33)

Está registrada na Bíblia a maior de todas as traições. Um dos doze apóstolos de Cristo, Judas Iscariotes se tornou referência quando o assunto é traição - tanto que seu nome se tornou sinônimo de traidor. Por 30 moedas de prata, Judas aceitou trair Jesus e entregá-lo aos romanos.

Depois da Última Ceia, o traidor beijou Jesus no rosto: era o sinal que os romanos estavam esperando. Jesus foi crucificado, e Judas teria se arrependido e se matado pelo ato. O mais irônico é que a traição de Judas foi a responsável por fazer Jesus cumprir o seu destino. Já pensou?


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