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Países europeus reprovam uso de máscara caseira e exigem a utilização de máscara cirúrgica

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De acordo com uma recente publicação da BBC, uma gama de países europeus passaram a aderir o uso de máscaras profissionais. A decisão das nações, conforme expõe a publicação do portal, coloca em pauta um novo capítulo, alimentando, assim, um novo sobre o uso das máscaras cirúrgicas ou de padrão PFF2 e N95 como medida contra o novo coronavírus.

As decisões das autoridades sanitárias em relação à questão pontuada assim muda de país para país. Mesmo que as medidas possam variar de um território a outro, tanto cientistas como recentes estudos passaram a defender o constante uso das máscaras N95, PFF2 – ou similar – pois essas específicas máscaras oferecem um maior grau de proteção. Por conta disso, as máscaras cirúrgicas ou de padrão PFF2 e N95 passaram a ser priorizadas atualmente, mesmo com as campanhas de vacinação.

Máscaras PFF2 e N95

A França, segundo a reportagem publicada pela BBC, foi um dos países que decidiu proibir o uso das máscaras caseiras. O governo francês, agora, exige que todos os cidadãos passem a utilizar as máscaras cirúrgicas FFP2, que é semelhante à PFF2 brasileira e à N95). Aqueles que não quiserem adquirir os modelos FFP2, podem utilizar máscaras de tecido, no entanto, todas devem seguir os padrões chamados de categoria 1.

Para a França, os modelos, que são fabricados com o uso de diferentes tipos de tecidos, podem não oferecer a proteção necessária contra, por exemplo, as novas variantes do coronavírus – que, infelizmente, são uma ameaça à saúde pública.

A Áustria e Alemanha, ainda de acordo com a publicação, exigiriam o uso das máscaras cirúrgicas em locais como transporte público e comércio. A justificativa dos respectivos governos envolve o fato de tais ambientes serem mais propícios à transmissão do vírus.

No Brasil, o cenário é outro. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segue permitindo o uso de máscaras de tecido, mas contando que estejam sempre limpas. Para o órgão, as máscaras cirúrgicas N95 e PFF2 – ou equivalentes – “devem ser usadas pelos profissionais que prestam assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19 nos serviços de saúde”.

A agência, após ser procurada pela BBC para comentar sobre o caso, disse que “reconhece que alguns países europeus indicaram ou passaram a exigir o uso de máscaras N95 e PFF2 ou equivalentes pela população geral”.

O órgão, além disso, argumenta as decisões tomadas pelos países europeus não partiram da Organização Mundial da Saúde (OMS), “principalmente devido à falta de evidências que sustentem essa indicação. A ANVISA, portanto, segue permitindo o uso de máscaras de tecido “para evitar o desabastecimento dos serviços de saúde com este insumo tão importante para a prestação de assistência aos pacientes com covid-19 durante a realização de procedimentos que possam gerar aerossóis”.

Recomendações

Para Vitor Mori, engenheiro biomédico e membro do grupo Observatório Covid-19 BR, as máscaras PFF2 e N95 deveriam ser usadas pela população em geral quando há uma maior exposição dos cidadãos, como, por exemplo, é o caso do transporte público.

“Temos que deixar bem claro que a PFF2 é a última linha de proteção e deve ser usada quando não há outra opção de proteção (como priorizar locais ventilados e manter distanciamento)”, diz Mori. “A primeira coisa é: você pode ficar em casa? Se a resposta for sim, fique em casa”.

De acordo com Mori, a utilização de máscaras cirúrgicas é, sem dúvida alguma, “reflexo de um progresso no conhecimento em relação às formas de transmissão do vírus, e não de uma característica específica da nova variante de coronavírus”.

Enquanto o Brasil segue recorrendo ao uso das máscaras de tecido, vale frisar que as máscaras cirúrgicas são produzidas com base em uma série de normas técnicas, as quais garantem um nível alto de proteção. A PFF2, por exemplo, “filtra pelo menos 94% das partículas de 0,3 mícron de diâmetro, as mais difíceis de se capturar. Já a capacidade de filtragem da N95 é 95%”.

Mesmo que ambas máscaras cirúrgicas não sigam padrões técnicos idênticos, as duas são consideradas equivalentes.

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