Curiosidades

Pela primeira vez em 2.000 anos, antiga cidade de Hegra passa a receber turistas

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Pela primeira vez, em 2.000 anos, a antiga cidade de Hegra, na Arábia Saudita, está aberta ao público. Também conhecida como Mada’in Saleh ou Al-Hijr, Hegra tem sido há muito tempo um importante sítio arqueológico, para os pesquisadores, que tentam desvendar os mistérios do antigo império dos nabateus.

Logo dos árduos olhares dos pesquisadores, a mais nova atração turística da Arábia Saudita apresenta uma arquitetura tão impressionante quanto a da famosa cidade antiga de Petra, na Jordânia. Mesmo possuindo certas similaridades, Hegra possui características que são totalmente únicas.

O local, por exemplo, possui 111 tumbas monumentais, com entalhes intrincados. A cidade também está repleta de poços de água que datam do século 1 a.C.. Seu estilo, além disso, reflete influências de uma gama de culturas, incluindo, por exemplo, a assíria, a egípcia e a fenícia. Ao redor, é possível encontrar estruturas que apresentam sinais da cultura nabateu, lihyanita, talmúdico.

Hegra, a cidade monumental da Arábia

Hegra é considerada o maior sítio arqueológico conservado da antiga civilização de Nabateu – povo com características nômades que foram capazes de sobreviver em meio ao deserto antes de construírem um império próspero que dominou as rotas comerciais na Arábia e na Jordânia e que se estendiam até o Egito, Mesopotâmia, Síria e o Mediterrâneo.

Após anos fechada ao público, Hegra voltou a receber turistas somente agora, em novembro de 2020.

“Um turista que vai a Hegra precisa saber que o local abriga mais do que tumbas e estruturas com inscrições de outras culturas. Aqueles que visitam a cidade precisam receber o maior número de informações possíveis”, disse David Graf, especialista sobre a cultura nabateu, arqueólogo e professor da Universidade de Miami .

“É preciso evocar em qualquer turista a curiosidade intelectual: quem criou esses túmulos? Quem são as pessoas que criaram Hegra? De onde eles vieram? Quanto tempo eles ficaram aqui? Ou seja, sabe o contexto da cidade é muito importante”.

Os nabateus

Os nabateus comercializava de tudo, no entanto, a maior parte das mercadorias eram voltadas para as especiarias, como, por exemplo, raiz de gengibre, açúcar, pimenta em grão, olíbano e mirra. Esses produtos eram muito apreciados pela gastronomia da época e, por esse motivo, os nabateus lograram em erguer um império altamente rico.

O reino permaneceu sobre a influência dos nabateus do século 4 a.C. até o século 1 d.C., que dominou parte dos territórios da Síria, Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Egito. Mesmo sendo um sítio arqueológico conservado, muitos mistérios sobre o local precisam ser desvendados. Os poucos vestígios arqueológicos que restam em Hegra continuam, em certos momentos, confundindo os pesquisadores.

“A razão de não sabermos muito sobre os nabateus envolve o fatos de não termos encontrado livros ou outras fontes similares de escrituras. Ainda nem temos certeza como esse povo morreu, por exemplo. Além disso, também não há vestígios que mostrem se eles adoravam deuses”, explica Laila Nehmé, arqueóloga e co-diretora do Projeto Arqueológico Hegra, uma colaboração entre os governos francês e saudita.

“Temos algumas fontes, mas nada conciso. Eles não deixaram nenhum registro, como é o caso dos Gilgamesh e dos povos da Mesopotâmia”, completou.

Os futuros planos reservados para a cidade podem fazer com que os pesquisadores jamais encontrem tais informações. Hegra, em breve, deve receber um novo resort de luxo. As autoridades sauditas estão trabalhando arduamente para cumprir a iniciativa Saudi Vision 2030.

Anunciada pelo príncipe herdeiro, Mohammed bin Salman, a iniciativa visa transformar o país do petróleo em um centro de comércio e turismo, nos próximos 20 anos.

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