Pela primeira vez na história, cientistas revertem a cegueira com o uso de células-tronco

Embora seja claramente possível viver sem enxergar, é algo que necessita de uma grande adaptação, pois é preciso que os outros sentidos fiquem muito mais apurados. Existem as pessoas que já nascem sem a visão e outras que a perdem ao longo da vida. No segundo caso, recentemente, pesquisadores japoneses conseguiram reverter a cegueira usando células-tronco em três pessoas que tinham danos severos na córnea.

Esse trabalho é extremamente inovador, tanto que, em 2012, fez o japonês Shinya Yamanaka e o britânico John Gurdon ganharem o Prêmio Nobel de Medicina. O reconhecimento veio por conta da reprogramação de células-tronco adultas para um estado semelhante ao embrionário, que é o mais ideal para elas conseguirem atingir o máximo poder de transformação.

Então, com as chamadas células pluripotentes induzidas, pesquisadores da Universidade de Osaka foram tratar duas mulheres e dois homens entre 39 e 72 anos. Todos eles tinham lesões na córnea e não podiam mais enxergar de forma clara.

Reverter cegueira com células-tronco

Veja

Como as lesões eram na córnea, muitos podem se perguntar o motivo de essas pessoas não terem tentado fazer um transplante de córnea, que é um procedimento convencional. “Em alguns casos, como o desses pacientes no Japão, o procedimento tem mau prognóstico. É o que ocorre em pessoas que já foram transplantadas sem sucesso”, disse Otávio Magalhães, oftalmologista e pesquisador da Unifesp que desenvolve córneas artificiais de titânio.

O que diferenciou o método feito pelos pesquisadores japoneses que conseguiram reverter a cegueira com células-tronco foi mudar as células sanguíneas de um doador saudável para fazer o transplante.

Depois de dois anos, ele viram que três dos quatro pacientes tiveram uma melhora significativa em sua visão. Por exemplo, os olhos deles que antes tinham uma aparência leitosa agora estavam brilhantes. Além disso, eles voltaram a ver as paisagens de forma limpa.

Agora, o próximo passo dos pesquisadores será testar essa intervenção em mais voluntários.

Fonte: Veja 

Imagens: Veja 

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