Pentágono dos EUA está experimentando uma inteligência artificial que pode prever eventos
Tempo de leitura:2 Minutos, 53 Segundos

Pentágono dos EUA está experimentando uma inteligência artificial que pode prever eventos

A velocidade de avanço e crescimento da tecnologia está muito rápida. Em suma,  a inteligência artificial (IA) é uma tecnologia que possibilita que máquinas adquiram conhecimentos por meio de experiências, se adaptem às condições e consigam desempenhar tarefas como os seres humanos.

Parece uma ideia promissora. Mas assim como os robôs, ainda existe uma certa preocupação sobre o quanto esse tipo de tecnologia pode evoluir. E claro, se isso significaria que as máquinas podem ultrapassar os seus criadores.

As coisas que a IA vem conseguindo fazer com o passar do tempo tem aumentado e cada vez mais impressionando as pessoas. Um exemplo disso, é que os militares dos EUA estão testando uma rede experimental de IA que tem o objetivo de identificar prováveis eventos futuros que sejam dignos de uma atenção maior antes mesmo de eles acontecerem.

Inteligência artificial

 

Essa série de testes se chama Global Information Dominance Experiments (GIDE). Ela é feita com a junção de uma variedade bem grande de fontes. Como por exemplo, imagens de satélite, relatórios de inteligência, sensores em campo, radar e muito mais.

Além deles, a computação na nuvem também tem um papel importante na configuração. Isso porque ela garante que grandes blocos de dados coletados no mundo todo consigam ser processados de forma eficiente. E depois que foram processados, se consiga acessar por qualquer oficial e agência militar que for preciso.

“GIDE, o Global Information Dominance Experiments, incorpora uma mudança fundamental na forma como usamos informações e dados para aumentar o espaço de decisão para os líderes do nível tático ao estratégico. Não apenas líderes militares, mas também dá oportunidade para nossos civis líderes”, explicou o general da Força Aérea dos Estados Unidos, Glen D. VanHerck.

Previsões

O plano é antecipar os movimentos de outras nações com bastante antecedência. Isso significa que pode se colocar em prática medidas de dissuasão e precauções antes do começo dos combates. Ou então, antes que as hostilidades se intensifiquem.

Essas previsões não são uma coisa tão futurística quanto possa parecer. Por exemplo, o número de carros em um estacionamento. Se a IA ver que está acontecendo um aumento na atividade, ela pode sinalizar para outras partes do sistema. Então, se analisará como parte de um grande conjunto de dados.

“Os dados existem. O que se faz é disponibilizá-los e compartilhá-los em uma nuvem onde o aprendizado de máquina e a inteligência artificial os analisam. E eles os processam muito rapidamente e os fornecem aos tomadores de decisão, o que eu chamo de superioridade de decisão. Isso nos dá dias de alerta avançado e capacidade de reação. Onde, no passado, não podíamos ter visto um analista de uma imagem de satélite GEOINT , agora estamos fazendo isso em minutos ou quase em tempo real”, explicou VanHerck.

Uso

Até o momento, os EUA não revelaram muito a respeito de como exatamente esses novos sistemas de IA funcionam. Ou como se processa essas informações coletadas. Mas o resultado final é que mais dados são processados em um tempo mais rápido.

Por mais que esses experimentos parecem bem coisa de filme de ficção científica, as autoridades estão a enxergando como uma maneira de coleta de informações, ao invés de uma forma de realmente ver o futuro.

“A capacidade de ver dias de antecedência cria espaço de decisão. Espaço de decisão para mim, como comandante operacional, para potencialmente posicionar forças para criar opções de dissuasão para fornecer isso ao secretário ou mesmo ao presidente”, concluiu VanHerck.