
O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, passou a ser tratado como espécie invasora fora da Amazônia. Por isso, o governo federal liberou sua pesca em regiões como o Pantanal, com o objetivo de controlar a população do animal.

Foto: Reprodução
O Ibama publicou a norma que autoriza a captura do peixe sem limite de tamanho ou quantidade em áreas onde ele não ocorre naturalmente.
Primeiramente, o pirarucu atua como predador de topo. Isso significa que ele se alimenta de diversas espécies menores e interfere diretamente no equilíbrio do ambiente.
Além disso, fora da Amazônia, o peixe não encontra predadores naturais. Por isso, sua população cresce rapidamente e pode ameaçar espécies nativas.
Pesquisadores já registraram o pirarucu em rios da Bacia do Paraguai, incluindo áreas do Pantanal.
Essa expansão ocorre, principalmente, por causa da criação do peixe em cativeiro fora da Amazônia. Em alguns casos, exemplares escapam ou são introduzidos em novos ambientes, o que facilita a disseminação da espécie.
Agora, qualquer pessoa pode capturar o pirarucu fora de sua área natural durante todo o ano.
Além disso, a regra estabelece pontos claros:
Dessa forma, o governo tenta reduzir a população do peixe e minimizar os impactos ambientais.
Por outro lado, a medida também cria oportunidades econômicas. A pesca do pirarucu pode gerar renda para pescadores locais.
No entanto, existe uma limitação importante. O peixe só pode ser vendido dentro do estado onde foi capturado.
Especialistas alertam que a presença do pirarucu fora da Amazônia já representa um risco real.
Assim, a liberação da pesca não resolve o problema por completo, mas funciona como uma tentativa de controle.
Dessa forma, a medida busca proteger o equilíbrio dos ecossistemas e evitar impactos ainda maiores no futuro.
Fonte: Campo Grande News






