
Por vários anos, os humanos sonham em viver no espaço. E graças ao lançamento de uma estação espacial, as pessoas começaram a entender o espaço. Esse lugar está ajudando os humanos a entenderem como podemos viver no espaço. Justamente por isso que, de acordo com os líderes da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA), destruir a estação espacial fazendo com que ela queime na atmosfera e depois lançá-la no Oceano Pacífico é roubar dos cidadãos o futuro de uma das maiores obras-primas tecnológicas da civilização. Por conta disso, esse plano deveria ser interrompido.
“O projeto da NASA para enviar a ISS numa missão kamikaze em tempos de paz, para explodir no impacto com as águas antárcticas, destruiria uma estrela polar da engenhosidade humana”, disse Jean-Jacques Dordain, Diretor Geral da Agência Espacial Europeia.
“A decisão de destruir a estação espacial deveria ser revertida e a ISS deveria, em vez disso, ser impulsionada para cima, para uma órbita mais elevada, como um presente para as sucessivas gerações do novo milênio”, continuou.

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A preocupação de Dordain com a sentença de morte da ISS foi tão grande que ele se uniu à Michael Griffin, amigo de longa data, parceiro na construção da estação e antigo administrador da NASA, para emitir um apelo mundial para que a destruição fosse adiada.
Então, eles escreveram juntos uma missiva para as cinco agências espaciais que são aliadas na estação espacial e para os bilhões de cidadãos do mundo que iriam perder um tesouro insubstituível. Eles pediram que uma segunda vida fosse dada à ISS que poderia se estender por séculos.
“Como dois entre muitos construtores da ISS recomendamos aos responsáveis que considerem outras opções além de destruir uma das maiores conquistas do planeta”, disse Dordain.
Ao invés disso, eles sugerem a “transferência para as gerações futuras e deixá-las decidir o destino da Estação ao longo dos séculos seguintes”.
O plano de destruir a estação espacial e enviá-la para o fundo do oceano foi esboçado pela NASA em um novo livro que pede um “veículo de órbita” para acelerar a estação para seu mergulho mortal na Terra.
Contudo, William Gerstenmaier, diretor estratégico de longa data da NASA para a ISS, testemunhou para ao Congresso dos EUA que a renúncia da NASA pelo controle da estação espacial poderia ser concretizada por várias abordagens diferentes, como por exemplo, transferir as operações para o setor espacial comercial que está em expansão. Além disso, ele pontuou que vários módulos da ISS podem ter “vida estrutural” muito além de 2030.
Depois de sair da supervisão da construção da ISS, Gerstenmaier é agora co-líder da SpaceX e pontua que iria ser inestimável transformar a estação espacial em um museu orbital.

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E no chamado para a NASA não destruir a estação espacial, Dordain e Griffin afirmam que o mesmo propulsor que a agência está encomendando para destruir a ISS poderia impulsionar a ascensão dela para que ela poderia orbitar a Terra em segurança por séculos.
“Para mover a ISS de sua altitude atual de 400 quilômetros para uma órbita circular de 800 quilômetros de altitude, é necessário um impulso de cerca de 220 metros por segundo, aproximadamente o mesmo que é necessário para um controle preciso de saída de órbita”, explicaram eles em uma carta aberta.
“A nossa questão para a geração atual é: uma vez que o estágio de impulso deve ser construído de qualquer maneira, não seria melhor usar esse estágio para colocar a ISS numa órbita mais elevada para o possível uso de uma geração futura do que destruí-la na reentrada?”, continuaram.
Na visão do ativista da exploração espacial Rick Tumlinson, a aliança entre a agência espacial europeia e americana é algo ótimo para um novo futuro da estação espacial. Ele também pontuou que os defensores da ISS têm que levar o caso para outra estação e alistar quem já foi para o espaço e foram transformados pelas missões.
“Eu também sugeriria que os astronautas e cosmonautas que serviram a bordo dela [na ISS] se unissem nesta causa. Na verdade, porque não convidar a Rússia a trabalhar connosco neste esforço em nome do legado de ambas as nações?”, disse Tumlinson.
“Vejo esta batalha como um ponto de virada na mudança da cultura do descarte do passado para uma nova economia espacial que seja circular, fornecendo um modelo para as pessoas da Terra. Numa altura em que a próxima geração está focada em salvar o planeta, a ideia de que a agência que tantos consideram o arauto do futuro queira bombardeá-lo, destruindo uma das estruturas mais importantes da história da humanidade, é absurda”, concluiu ele.
Fonte: Cavok
Imagens: Cavok





