No futuro, poderemos ter animais extintos em zoológicos
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No futuro, poderemos ter animais extintos em zoológicos

Você já imaginou encontrar animais extintos em zoológicos? No futuro, isso pode ser uma realidade. Assim, teríamos desde dinossauros a mamutes bem na nossa frente, como temos com os animais dos zoológicos de hoje em dia. Para algumas pessoas, estamos descrevendo o cenário de um filme de terror. No entanto, para outras, essa é uma informação mais do que fascinante. E aí, de qual lado você está?

Segundo alguns pesquisadores, em breve, a clonagem de animais pode evoluir a ponto dessa realidade se tornar possível. Com isso, por volta do ano de 2070, já teríamos animais extintos em zoológicos, mas criados por meio da clonagem. De toda forma, no momento, essa é apenas uma fantasia.

É possível recuperar o DNA de dinossauros e outros animais extintos?

Por enquanto, criar um parque de dinossauros é possível apenas na ficção. Isso porque, pouco se sabe sobre a desextinção. Além disso, não está claro se o DNA de dinossauros poderia ser, de fato, recuperado. Com a nossa atual tecnologia, apenas conseguimos trabalhar com amostras de DNA coletadas em um período de um milhão de anos. Nesse caso, poderíamos, por exemplo, clonar um Homem de Neandertal. Entretanto, não seria possível ter clones de triceratops, que viveram há cerca de 65 milhões de anos.

Por outro lado, o DNA de mamutes é mais acessível. Isso porque, cientistas possuem amostras congeladas da criatura. Com isso, seria possível implantar esse material genético em elefantes, animais geneticamente parecidos. Porém, ainda que isso seja possível, ainda existem outros fatores a serem discutidos, como, seu habitat. Ao trazer os mamutes de volta, não teríamos habitats que se pareçam com os originais. Logo, a espécie não se reproduziria e entraria em extinção novamente.

De toda forma, esta seria uma solução para lidarmos com o caso de espécies extintas recentemente. Nesse sentido, poderíamos utilizar animais parecidos para trazer espécies extintas de volta aos dias atuais por meio da clonagem.

Em 10 anos, a clonagem deve evoluir consideravelmente

De acordo com Cindy Tian, professora de biotecnologia da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, muita coisa mudou desde 1996, quando a ovelha Dolly foi clonada. Em pesquisas recentes, a ideia de clonagem vem através de embriões, o que torna o experimento eticamente menos questionável. Mas, dessa forma, no caso de mamutes gerados a partir de elefantes, estaríamos lidando com um animal híbrido.

Caso exista vontade política e financiamento suficientes, seriam necessários apenas 10 anos para encontrar animais extintos em zoológicos, afirma Tian. Estamos na metade do caminho das pesquisas, como nos lembra a pesquisadora. Porém, o estudo possui custos elevados por conta da taxa de mortalidade de animais clonados. Assim, o investimento poderia aumentar as taxas de sucesso. Em 1996, para criar a ovelha Dolly foram necessários 277 embriões. “Agora, se você clona gado, você pode transferir 100 embriões de gado clonados e obter de 10 a 20 animais clonados”, afirma  Tian. “Essa é uma mudança magnífica”, completa a pesquisadora.

No futuro, para além da preservação e experiências turísticas, animais clonados podem solucionar problemas de consumo humano. Isso porque, atualmente, já é seguro consumir a carne e o leite desses animais. No entanto, ainda restam diversas questões sobre autenticidade e ética.