
Geleiras parecem imponentes blocos de gelo, como se estivessem paradas no tempo. Mas não se engane: elas se movem e se transformam, criando rachaduras e corredores de água sob a superfície que muitas vezes não vemos. Ou seja: caminhar nelas sem saber o que está pisando é uma aposta muito arriscada.
A renomada guia Maria Intxaustegi, da equipe Lindblad National Geographic Expeditions, lembra que essas estruturas de gelo nascem, crescem e encolhem o tempo todo, moldadas por clima e gravidade. Uma fenda que parecia segura ontem pode ser fatal hoje.
Imagina cair numa fenda profunda sem nem perceber, porque ela estava disfarçada sob uma fina camada de neve. Isso acontece. Guías como o canadense Tim Patterson alertam que trilhas de gelo exigem interpretação afiada dos sinais do terreno. Um passo aparentemente firme pode te levar a uma brecha traiçoeira.
Uma geleira pode parecer um campo com trilhas naturais, mas na verdade é um labirinto que muda a cada dia. Sob o gelo, rios, câmaras e canais podem engolir você. Um guia experiente não só sabe qual caminho seguir, mas também evitar áreas instáveis, mesmo quando parecem inofensivas.
Tem mais: os chamados moinhos glaciares , poços verticais formados quando a água derretida invade o gelo, são armadilhas ainda mais frias. Sem experiência e ferramentas certas, virar parte da paisagem é questão de azar.
Trilhar uma geleira exige equipamento adequado, capacete, cordas e, mais importante, orientação técnica.
Fonte: Mega Curioso






