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Por que os crocodilos mal mudaram ao longo de milhões de anos?

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Em relação a evolução, recentes pesquisas científicas que enfocam o padrão pára-arranca apontam que os crocodilos que conhecemos hoje são relativamente parecidos com seus ancestrais, os quais viveram ao lado dos dinossauros no período Cretáceo e Jurássico – há quase 200 milhões, em uma época em que os seres humanos ainda não estavam em cena.

E o que mudou, então? De acordo com os cientistas da Universidade de Bristol, na Inglaterra, a diferença envolve dois parâmetros: tamanho e variedade de espécies – os crocodilos eram bem maiores que os que existem atualmente e, segundo registros fósseis, a pré-história englobou uma variedade maior em comparação com o presente.

Com base em análises, acredita-se que alguns deles eram gigantes, do tamanho de alguns dinossauros; outros eram serpentinos e, não obstante, até herbívoros – o que é bem diferente agora, principalmente por conta da diversidade de espécies, que é muito pequena em oposição a muitas outras espécies animais.

A evolução dos crocodilos

Para descobrir que existe uma certa similaridade entre os crocodilos e seus ancestrais e o padrão evolutivo pára-arranca desses répteis, Max Stockdale, um dos pesquisadores da Universidade de Bristol, analisou um algoritmo de aprendizado – o que, por fim, determinou o quanto os crocodilos mudaram dentro deste espaço de tempo.

As medidas relevantes para a pesquisa foram o tamanho dos animais, a mudança de estrutura, as necessidades de ingestão de alimentos e a probabilidade de extinção. Após verificar minuciosamente os resultados, os pesquisadores descobriram que os crocodilos alcançaram um tipo de corpo versátil e eficiente o suficiente para não exigir mais mudanças para fins de sobrevivência.

Com isso, determinou-se que os crocodilos seguem um padrão chamado de ‘equilíbrio pontuado’, ou seja, que evolui rapidamente apenas quando o ambiente muda significativamente o suficiente para atender um novo processo de adaptação – o que explica o fato destes animais terem sobrevividos ao evento que causou a extinção dos dinossauros.

Os cientistas pretendem, agora, realizar novas pesquisas para entender o motivo de algumas espécies de crocodilos terem se perdido ao longo do tempo enquanto outras permaneceram ativas.

Fósseis vivos

Conforme explicam os especialistas, os crocodilos modernos fazem parte da linhagem Archosauria, um grupo que basicamente envolve pterossauros endotérmicos, dinossauros e aves. “As pistas para esse relacionamento são encontradas em sua anatomia”, explica Roger Seymour, biólogo evolucionário da Universidade de Adelaide, na Austrália.

“Como os crocodilianos adotaram membros mais retos que outros répteis, têm moela, um coração de quatro câmaras e um sistema respiratório parecido com o das aves”, não há dúvidas de que os crocodilos de hoje são uma relíquia da transição dos répteis de sangue frio para os dinossauros e os pássaros endotérmicos.

Segundo Christopher Brochu, paleontólogo da Universidade de Iowa, as mesmas características citadas acima sugerem não somente que os animais “se moviam mais rapidamente que seus parentes vivos – o que implica uma taxa metabólica um pouco maior e, possivelmente, uma posição no espectro mais distante da linhagem de sangue frio do que os crocodilianos modernos -, como também retornaram à água durante a Era Mesozoica.

“Essa transição de animais terrestres ativos para predadores semiaquáticos é provavelmente o motivo pelo qual os crocodilos modernos desenvolveram um estilo de vida que pende mais para o sangue frio”, revela uma publicação do portal Gauchazh.

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