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Quais os limites da macroengenharia?

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Já viu uma estrada que foi aberta após a explosão de uma montanha? Pois é, explique esse processo para uma criança que com certeza ela ficará maravilhada. Nesse sentido, não importa a sua idade, você vai ter a mesma surpresa com as divagações da macroengenharia.

Basicamente, esse campo de ideias busca testar os limites do poder que a humanidade tem de interferir no cosmos. Sendo assim, pensadores ao longo da história se permitiram pensar em engenhocas gigantescas, desafiando por vezes a lógica e as leis da ciência.

Macroengenharia: Construção sem limites! 

Consegue imaginar uma máquina que pudesse erguer o planeta inteiro? Saiba que essa ousada ambição foi de Arquimedes, que disse: “Dê-me um ponto de apoio que moverei a Terra!”. Ele estava se referindo às alavancas, visto que sabia que, com um eixo fixo, uma alavanca bem longa é capaz de exercer uma força tremenda.

Desde então, sempre que uma lei da Física é atestada como universal, pesquisadores seguem para a etapa de ampliá-la e explorar as consequências teóricas. Por exemplo, Isaac Newton notou que a lei que descreve a gravidade da Terra era aplicada para uma maçã da mesma forma que era aplicada para a Lua. No entanto, seria necessário um canhão poderoso que poderia ser ampliado para impulsionar um satélite na órbita da Terra.

Essa ideia chegou a ser descrita mais tarde na obra de ficção científica Da Terra à Lua – Viagem Direta em 97 Horas e 20 Minutos (1865), de Júlio Verne. Dessa forma, no século 20, algumas pessoas chegaram a tentar analisar se tal canhão poderia funcionar. Claramente, os esforços falharam. Mas vale relembrar que o nosso atual meio de transporte espacial, o foguete, também já foi considerado uma ideia mirabolante e fantasiosa.

Editando a Terra

Voltando aos planos terrestres, os sonhos da macroengenharia também já inspiraram vários projetos que eram considerados utópicos. Na década de 1920, o projeto Atlatropa de Herman Sörgel sonhava em construir uma barragem hidrelétrica no Estreito de Gibraltar, entre a Espanha e o Marrocos.


Nesse caso, o nível da superfície do Mar Mediterrâneo seria reduzido em 200 metros, abrindo novas terras para construir vilas. Então, uma barragem no Estreito de Dardanelos para conter o Mar Negro complementaria a primeira represa.

Depois, haveria um dique entre Sicília e a Tunísia, com o objetivo de reduzir ainda mais a superfície do Mar Mediterrâneo. Hoje em dia, as preocupações ecológicas são maiores, ao ponto de descartar toda a ideia. Porém, se tivesse havido dinheiro e vontade, o plano poderia ter sido testado.

O mundo em suas mãos

macroengenharia

Getty Images

Dessa forma, o que motiva a macroengenharia? A resposta não é só a vontade de querer brincar de Deus. Em muitos casos, o pensamento que reina é: “quanto mais, melhor”. Então, esses projetos oferecem informações interessantes sobre onde podem estar os limites e o quanto podemos ganhar se realmente for da nossa vontade.

Vale destacar que muitos projetos da macroengenharia também são, aos olhos de seus criadores, fortemente utópicos. Por exemplo, Sörgel acreditava que o Atlantropa forneceria energia, terras aráveis ​​e um clima melhor, e também ajudaria a unir a Europa e a África.

Pode parecer fácil considerar esses sonhos simplesmente impossíveis ou que a macroengenharia seja tomada pela arrogância. No entanto, vale destacar que a Terra está rodeada por uma máquina que transmite petabytes de dados a cada segundo, armazena exabytes e que você está usando nesse exato momento, visto que é a internet.

Também existe uma máquina maior que um campo de futebol se movendo mais rápido do que a bala de fuzil orbitando no alto, sendo essa uma estação espacial. Então, a macroengenharia está presente em nossas vidas e, talvez, no futuro, os nossos sonhos sejam a realidade das gerações.

Fonte: BBC

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