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Recife: ossos de bebê são encontrados em sítio arqueológico urbano

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Normalmente, as notícias que aparecem sobre achados arqueológicos envolvem locais remotos e desocupados. No entanto, em Recife isso está sendo bem diferente. Afinal, na comunidade do Pilar, pesquisadores encontraram a ossada de um bebê em cima dos restos de um adulto. Junto aos ossos, também havia um pedaço de metal pertencente ao caixão.

A propósito, as escavações já localizaram dezenas de esqueletos que estavam debaixo do solo da quadra 25. Na visão dos arqueólogos, ali se localizava um cemitério que pode trazem respostas sobre as vidas dos primeiros recifenses.

Fonte: TV Globo / Reprodução

O bebê 

De início, olhos sem experiência podem não enxergar as silhuetas do esqueleto da criança. No entanto, os pesquisadores explicam que é porque o crânio do bebê sofreu um esmagamento. Logo, a cabeça que se vê é do adulto, enquanto o corpo é o da criança, o qual está por cima da ossada do maior de idade. Portanto, a cabeça do bebê existe, porém ela está destroçada no peito do adulto.

Nesse sentido, surge a dúvida de como os arqueólogos conseguiram enxergar uma criança nessa cena. Basicamente, a resposta está no trabalho de Cláudia Cunha, bioarqueóloga da Universidade Federal do Piauí que presta apoio à Universidade Federal Rural do Pernambuco em pesquisas.

A princípio, ela levanta vários dados sobre as características dos ossos humanos dispostos em Recife. Logo, uma das medidas que chamou a atenção dela foi o tamanho da tíbia, que é bem menor que a de um adulto. Portanto, a única resposta possível é que aquela ossada pertencia a um bebê.

Segundo a pesquisadora, ainda não é possível identificar se o esqueleto é de um menino ou de uma menina, até porque, o crânio está esmagado. Além disso, ela suspeita que animais e plantas danificaram a cova. Quanto ao adulto, ele só passará por análise quando os restos da criança forem totalmente retirados.

No mesmo local, as escavações de Recife também encontraram outras dez ossadas completas, sem contar os pedaços de outras cinco. Os perfis sociais são bastante diversos e retratam bem a sociedade recifense entre o fim do século 16 e o início do século 17.

Fonte: Micael Widell

Acredita-se que na quadra 25 existia um cemitério. Portanto, a tendência é que mais restos desabrochem nos próximos dias, até porque, as escavações ainda não atingiram nem 1 metro de profundidade.

Maior sítio arqueológico urbano do país

Definitivamente, o encontro do bebê não é um fato isolado. Perto da área, mais precisamente na quadra 55, os estudiosos também tiveram uma surpresa, durante uma pesquisa arqueológica na área, que vai hospedar um conjunto habitacional.

No local, eles encontraram cerca de 110 esqueletos e mais de 40 mil pedaços de objetos. Logo, ali vivia uma comunidade nos séculos 16 e 17. Afinal, é isso que demonstra a análise de carbono feita por laboratórios dos Estados Unidos.

Neste caso, dadas as características dos corpos, os pesquisadores acreditam que se trata de um cemitério militar. Este teria servido de lugar de descanso final para homens entre 17 e 25 anos.

Fonte: TV Globo / Reprodução

Além disso, o que reforça a tese do fim militar do terreno são os vestígios do Forte abaixo da Igreja do Pilar. Tal estrutura foi construída para concentrar as forças contra os invasores holandeses, que tinha como principais alvos Recife e Olinda.

Nesse sentido, dada a riqueza dos achado, a prefeitura da capital acredita que este é o maior achado arqueológico urbano da história do país. Nele, reside restos de pessoas mortas por guerras e doenças.

Portanto, cada ossada conta um pedaço da longeva história de Recife, cidade que se fundou em 1537 e é uma das mais antigas de nossa história nacional. Por fim, ressalta-se que todo este acervo está sob os cuidados da Universidade Federal Rural do Pernambuco. A intenção final é construir uma exposição dos materiais ao público ali mesmo na área.

Fonte: g1.

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