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Soldado manda mensagem via Pix com ameaças para ex e é preso

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Um homem foi preso em Valparaíso de Goiás na última segunda-feira (18), suspeito de perseguir a ex-namorada e ameaçá-la. No entanto, o ponto inesperado do caso é que o homem, que estava bloqueado em todas as redes sociais, enviou centavos via Pix para ameaçar a ex-namorada.

O autor do crime inusitado é um soldado da aeronáutica que foi preso por perseguição qualificada e descumprimento de medidas protetivas de urgência. Assim sendo, a vítima namorou o soldado por um período de três meses. Em pouco tempo ela percebeu que ele apresentava características de ser agressivo e ciumento, principalmente em estado de embriaguez.

No mês de março, o casal teve uma briga, motivo pelo qual a vítima finalizou o relacionamento com o soldado. Contudo, ao invés de aceitar o término, o homem passou a perseguir a ex-namorada. Ele ia até a casa dela e tentava contato por meio de contas falsas nas redes sociais. Isso porque seu perfil pessoal já estava bloqueado na conta da ex-namorada.

Com essas ocorrências e temendo pela sua segurança, a vítima fez a denúncia e as autoridades decretaram medidas protetivas. Porém, ambos voltaram a se falar e até se encontraram, mas a paz não durou muito. Uma briga novamente colocou fim no relacionamento.

Mais uma vez, o soldado da aeronáutica passou a perseguir a vítima tanto na casa dela, de forma presencial, quanto por meio de mensagens, com xingamentos e ameaças.

Assim sendo, a vítima bloqueou as contas do soldado em suas redes sociais. Por isso, para conseguir fazer contato, ele passou a fazer Pix para a ex-namorada. Com cada quantia pequena de dinheiro, ele escrevia uma mensagem com ameaças e xingamentos. Isso porque o método de pagamento instantâneo permite o envio de mensagens curtas ao enviar dinheiro.

Ameaças via Pix

Além disso, o soldado da aeronáutica também ameaçou a mulher por meio de um recado enviado para o namorado de uma amiga dela. Esse acontecimento ocorreu na madrugada anterior à sua prisão.

Nas mensagens, ele fala para o homem que quer conversar com a ex-namorada para não matar a moça nem o seu pai.

Reprodução/Policia Civil de Goiás

Pela manhã, a mulher compareceu à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e relatou todo o ocorrido, incluindo as últimas ameaças. Após a denúncia, uma equipe policial foi em busca do autor do crime e o prendeu em flagrante por perseguição e descumprimento de medidas protetivas.

Além disso, durante o processos de prisão, descobriram que o soldado estava usando atestados falsos para não comparecer ao trabalho. Logo, isso se configura crime contra administração militar. Nesse caso, tudo será apurado no inquérito militar da aeronáutica, que já recebeu o comunicado da prisão do soldado.

ameaça via pix

Reprodução

Violência conta a mulher

O caso relatado não é isolado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o Brasil está entre os dez países com maior número de homicídios femininos. Esse dado é ainda mais alarmante se destacar que, em mais de 90% dos casos, o crime é cometido por homens com quem a vítima já possuía relação afetiva.

Segundo a pesquisa de opinião “Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher – 2021”, realizada pelo Instituto DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, 86% das mulheres brasileiras perceberam um aumento de violência contra pessoas do sexo feminino no último ano.

Segundo a pesquisa, 68% das brasileiras conhecem uma ou mais mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar. Enquanto isso, 27% declaram já ter sofrido algum tipo de agressão por um homem.

De acordo com o levantamento, 18% das mulheres agredidas por homens convivem com o agressor. De forma alarmante, vale destacar que, para 75% das entrevistadas, o medo leva a mulher a não denunciar. Contudo, o estudo demonstra que 100% das vítimas agredidas por namorados e 79% das agredidas por maridos terminaram a relação.

“A violência contra a mulher ocorre em todos os espaços – em casa, na rua, no trabalho, e, pior que isso, a violência contra a mulher também ocorre no ambiente virtual”, afirmou Leila Barros, que é Procuradora da Mulher no Senado.

Fonte: Agência Senado, UOL

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