
Fundada em 2002, a SpaceX é uma empresa de sistema aeroespaciais e de serviço de transporte espacial. Ela foi criada pelo empresário de tecnologia Elon Musk. De 2002 para cá, muitos experimentos, invenções espaciais, remodelagem e aterrissagens de testes rumo à Marte já aconteceram. Os processos evolutivos, a cada nova experimentação, são notáveis. Como por exemplo, o lançamento feito pela SpaceX do primeiro satélite de madeira.
Ele foi criado pela Universidade de Kyoto, no Japão, e o Lignosat foi lançado nessa terça-feira em uma missão para enviar suprimentos para a Estação Espacial Internacional (ISS).
Esse lançamento aconteceu no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. E de acordo com a JAXA, agência espacial japonesa, a operação aconteceu normalmente e esse satélite de madeira da SpaceX deve chegar em breve na ISS.
Scientists in Japan are set to test the world’s first wooden satellite, LignoSat, developed by a team from Kyoto University and homebuilder Sumitomo Forestry, and will be launched on Nov. 5 pic.twitter.com/h0bz7DxxRj
— Reuters (@Reuters) November 1, 2024
O envio do Lignosat foi feito para testar a durabilidade e resistência dele. Isso porque com os dados que irão ser obtidos, os cientistas conseguirão descobrir se esse satélite de madeira está preparado para resistir às mudanças de temperatura e radiação no espaço.
O satélite de madeira tem somente 10 centímetros de cada lado e foi feito com madeira de magnólia. Depois de vários testes, a equipe concluiu que esse tipo de madeira era o ideal por ela ter uma maleabilidade razoavelmente alta, uma estabilidade dimensional boa e ser forte.
Outra vantagem do uso de madeira na construção do satélite é que quando ele terminar suas atividade, quando ele reentrar na atmosfera terrestre ele irá queimar e não irá gerar partículas metálicas. E mesmo que não seja sabido quais os efeitos que as partículas metálicas causem, existe a possibilidade que ele seja negativo.
Por conta disso que esse lançamento da SpaceX do satélite de madeira tem a sua importância. Porque se o Lignosat tiver um bom desempenho, ele pode ser uma alternativa interessante a ser usada.
“Os satélites que não são feitos de metal devem se tornar comuns”, concluiu Takao Doi, astronauta e professor especial da Universidade de Kyoto.
Fonte: Canaltech
Imagens: X






