Mundo Animal

Tartaruga resgatada em Florianópolis expeliu lixo durante uma semana

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Uma tartaruga-verde, resgatada há mais de uma semana, chamou a atenção de pesquisadores por causa da quantidade de lixo presente em suas fezes. O animal foi encontrado em um rancho de pesca em Florianópolis (Santa Catarina).

De acordo com a equipe do R3 Animal, associação responsável pelo resgate, entre os lixos expelidos estão plásticos, fios de nylon, barbantes e um pedaço de tampa de garrafa.

Apesar disso, segundo a associação, a tartaruga de 5,3 quilos está respondendo bem ao tratamento de reabilitação, que está sendo feito pelo Projeto Tamar, na Barra da Lagoa. O objetivo é que ela possa voltar à natureza em breve.

Conforme a veterinária Joyce Bitencourt, o animal aparentava estar deprimido nos primeiros exames. No entanto, ele está reagindo aos estímulos.

“No dia seguinte, já apresentava melhora da consciência. E, no teste em recinto com água salgada, apresentou boa postura, com movimentos natatórios coordenados e reflexo respiratório adequado”, explica Joyce.

A tartaruga também possui lesão na base de uma das nadadeiras. De acordo com Bitencourt, o ferimento pode ter sido provocado por rede de pesca.

Resgate

Foto: Nilson Coelho/ R3 Animal/ G1

A técnica de monitoramento da R3 Animal, Paula Azevedo Figueiredo, resgatou a tartaruga no começo de julho depois da associação ser acionada por populares. Em seguida, o réptil foi entregue ao Projeto Tamar, responsável pela reabilitação de tartarugas.

Mesmo que as ações da R3 Animal se restrinjam à Ilha de Santa Catarina, a equipe realizou o resgate na parte continental da Capital em apoio ao Instituto Australis, responsável pela área, que compreende Imbituba e Governador Celso Ramos.

Tartaruga considerada extinta há 100 anos é encontrada em Galápagos

Foto: Parque Nacional de Galápagos/ Reprodução

Outra notícia sobre tartarugas chamou a atenção na última semana. No arquipélago de Galápagos, no Oceano Pacífico, uma tartaruga foi encontrada após ser considerada extinta por quase 100 anos. Os cientistas encontraram o primeiro animal dessa espécie em 1906.

No ano de 2019, pesquisadores identificaram em Galápagos outra tartaruga que parecia pertencer à mesma espécie. Dessa vez, era uma fêmea. A nova tartaruga, nomeada como Fernanda, era muito menor que a anterior. No entanto, o tamanho reduzido parecia ser resultado da vegetação limitada disponível para seu consumo, que acabou atrasando o crescimento do animal. 

Para tirar todas as dúvidas, cientistas da Universidade de Princeton, nos EUA, compararam seu DNA com uma amostra de osso coletada do espécime macho, que estava guardada em um museu. Eles também compararam o genoma de Fernanda com o material de outras 13 espécies de tartarugas gigantes de Galápagos. No fim, confirmaram que a tartaruga é da mesma espécie da encontrada em 1906. 

Agora, os cientistas esperam que outros membros da espécie também estejam escondidos pela ilha. Em expedições recentes, pesquisadores encontraram fezes e pegadas que podem ser do réptil.

Fernanda tem pouco mais de 50 anos, e pode viver até cerca de 200 anos. Dessa forma, os biólogos ainda têm tempo para procurar um parceiro para a tartaruga e, impedir que a população seja extinta.

Filhote branco de tartaruga é visto no mar em Noronha

Foto: Fundação Projeto Tamar/ Divulgação

Já no Brasil, um filhote branco de tartaruga marinha foi filmado no mar na Praia do Leão, em Fernando de Noronha. De acordo com os pesquisadores da Fundação do Projeto Tamar, esse é um animal raro e apresenta leucismo. 

“O leucismo é uma anomalia genética que causa a falta parcial da pigmentação. É diferente do albinismo, que é a ausência total de pigmentação. Ambas as condições são raras em tartarugas marinhas”, explicou a coordenadora da Fundação Projeto Tamar, Rafaely Ventura.

Ventura também apontou que essa anomalia deixa as tartarugas mais expostas aos predadores. Por isso, elas têm menos chances de sobrevivência quando estão na natureza.

“De cada mil filhotes, um ou dois chegam até a idade adulta. A dificuldade de um indivíduo nessa condição chegar à idade adulta é muito maior”, disse Rafaely Ventura.

A tartaruguinha foi encontrada no dia 08 de junho. O filhote é da espécie Chelonia mydas, que é conhecida popularmente como tartaruga-verde. A última vez que foram registradas tartarugas nessa coloração em Fernando de Noronha foi no ano de 2015.

Os dois animais encontrados há sete anos foram encaminhados para as sedes do Projeto Tamar na Praia do Forte, na Bahia, e Aracaju, em Sergipe. As duas tartarugas estão vivas e são criadas em aquários.

Em relação ao animal encontrado neste ano, a direção do Tamar resolveu liberá-lo no mar de Noronha.

Fonte: G1, Giz Modo, G1

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