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Quanto custava fazer mercado na virada do século?

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O brasileiro anda sofrendo na hora que encher o carrinho no supermercado. Isso porque os produtos estão com preços que a maioria das pessoas não consegue pagar na condição econômica atual. Portanto, quando imagens de um panfleto de mercado de 2001 circulou na internet, as pessoas ficaram chocadas com os preços.

Entre os produtos que mais chamaram a atenção dos internautas, temos uma lata de Nescau, que estava à venda por R$ 1,96. Além disso, Sustagen à R$ 10,80 e leite ninho por R$ 2,79 viraram assunto no Twitter quando usuários respostaram o panfleto de mercado de 2001, comparando os preços da virada do século com hoje, duas décadas depois.

Isso porque, nos dias atuais, o brasileiro gasta cerca de R$ 8 em 1kg de feijão. Vale destacar que, na época do panfleto de mercado, o salário mínimo era R$ 180. No entanto, o intuito da postagem não era comparar os preços e sim destacar a imagem do bebê saindo do repolho.

Logo, quando internautas notaram os valores ali estampados, ligaram com a situação atual da inflação e os valores chocantes dos produtos nos supermercados. Sendo de apenas duas décadas no passado, internautas consideram os preços utópicos.

Atualmente, a lata de Nescau sai em torno de R$ 9,97, o leite Ninho sai por R$ 14,20 e o iogurte, que custava R$ 1,09, é vendido por R$ 10 a bandeja.

Internautas ficam chocados com preços de mercado antigos

“500g de Nescau a R$ 1,96 não compra nem a caixinha de 200 ml. 400 g de leite Ninho a R$ 2,79 hoje não compra nem o pacote de 100g do leite em pó mais fuleiro. 1k de queijo por R$ 9,48 hoje não compra nem 5 fatias e dá esse valor. Não acredito que esse Brasil existiu!”, comentou uma usuária.

“O leite ninho 2,79😭. Que saudades dessa época Deus. Na minha vez de ser adulta está tudo 10 vezes mais caro, hoje em dia tudo um absurdooooooooo😩”, comentou outra. “E hoje paguei 10$ em 200g de queijo bola, na minha vez é isso”, complementou uma terceira.

Inflação tira carne, leite e óleo do carrinho

Fonte: Fá Romero

A inflação de mais de 12% acumulada no último ano vem impactando os consumidores brasileiros de uma forma chocante, deixando de comprar até os produtos mais básicos, de acordo com um levantamento da empresa de inteligência de mercado Horus. Assim, itens como carne, leite e óleo não são itens sempre presentes nos carrinhos mais.

Desse modo, a partir da análise de 35 milhões de notas fiscais em todo o brasil, a Horis identificou que, no mês de abril desse ano, o leite estava presente em 14,2% dos carrinhos. Já em abril de 2021, estava presente em 15,9%, apresentando uma queda de 1,7. No mesmo período, o preço médio do litro passou de R$ 4,29 para R$ 7,25, que é um aumento de quase 69% em um ano.

No caso de óleo e carne bovina, os preços seguem a mesma linha. A presença de óleo nos carrinhos de supermercado passou de 7,1% para 6% em um ano. No caso da carne bovina, passou de 5,9% para 5,3%. Assim, o valor médio do litro de óleo foi de R$ 9,60 para R$ 16,81 (+75,1%). O quilo da carne bovina no mercado saltou de R$ 29,66 para R$ 31,47.

“A inflação está muito difusa, muito espalhada nos produtos. Vai ficando uma situação difícil para o consumidor, porque vai atingindo aqueles produtos mais básicos. Está tudo muito caro”, disse ao UOL Luiza Zacharias, diretora de Novos Negócios da Horus.

Além disso, Luiza destaca que a alta generalizada dos preços do mercado criou uma situação “paradoxal”. Isso porque as famílias pobres não estão comprando esses produtos básicos e, enquanto isso, as famílias com mais recursos estão preferindo fazer estoque com o inuito de se proteger da inflação.

Fonte: Aventuras na História

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