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Terapia genética pode revolucionar o tratamento da depressão. Entenda

POR Natália Pereira    EM Ciência e Tecnologia      26/03/18 às 13h33

A depressão é um problema mundial que atinge diversas pessoas de todas as idades. A doença faz com que grande parte das suas atitudes sejam alteradas, além de fazer com que a pessoa tenha comportamentos destrutivos e negativos para si mesmo. E, infelizmente, o número de pessoas com o problema tem crescido cada vez mais. Para se ter uma ideia da sua dimensão, aproximadamente 5,8% dos brasileiros são afetados por ela, de acordo com dados da OMS.

Além disso, se tratarmos do problema num âmbito mais geral, o número se torna ainda mais alarmante. Ainda de acordo com informações da OMS, cerca de 121 milhões de pessoas, em todo o mundo, sofrem com o problema. E, por isso, a questão deve ser levada mais a sério. Tratamentos com psicólogos e psiquiatras tem sido a solução por muito tempo mas, uma nova terapia genética está sendo desenvolvida para servir como tratamento da depressão.

A terapia genética

O procedimento consiste em inserir genes funcionais nas células ou tecidos nos genes com mutação, que tem causado problemas. A serotonina é um neurotransmissor importante quando se trata da depressão e a proteína p11, usada no tratamento, atua exatamente nela. O mesmo tipo de tratamento já tem obtido sucesso na cura de outras doenças como o daltonismo, a cegueira, o câncer e a drenoleucodistrofia, uma doença cerebral rara.

E, embora ainda seja experimental, testes com animais já tem sido feitos. Usar a terapia genética para tratar transtornos psiquiátricos ainda é uma novidade, mas promete ser algo revolucionário.

Os testes

Alguns ratos sem a proteína p11 acabam apresentando comportamento depressivo, deixando de ter interesse em petiscos e sem motivação para se livrar de situações complicadas. Os pesquisadores que trabalharam no projeto pretendiam descobrir qual a importância da proteína no cérebro do animal. E, depois de alguns experimentos, eles conseguiram identificar a presença do p11 em uma região do cérebro que atua no prazer. E, por isso, aqueles sem o p11 na região acabaram desenvolvendo os sintomas depressivos mencionados anteriormente.

O resultado foi exatamente o esperado e, depois de comprovarem a importância do p11 eles seguiram para o próximo passo. Aqueles ratos sem a proteína passaram pela terapia genética e em pouco tempo o seu comportamento foi revertido.

Especulações sobre o efeito em humanos

Antes de poder fazer o experimento com humanos, o grupo selecionou 17 pessoas mortas que tiveram depressão e 17 que não tiveram o transtorno, para poder analisar seu cérebro. Depois de observar a p11 em cada um deles, os pesquisadores acabaram concluindo que aqueles com o problema tinham uma quantidade menor da proteína. A conclusão trouxe ainda mais esperança para os especialistas. Eles acreditam que a depressão em humanos está realmente associada aos baixos níveis de p11 e que o tratamento pode ajudar.

De acordo com eles, sem a p11 o cérebro acaba não respondendo bem a serotonina. E, agora que a sua importância foi comprovada, eles podem se aprofundar mais no assunto e tornar isso uma realidade mais palpável. O que acham da pesquisa? Acreditam que ela possa realmente ajudar as pessoas com depressão?

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Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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