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A triste história das Garotas do Radium, mulheres que enfrentaram o envenenamento por radiação

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      13/03/19 às 23h08

Atualmente sabemos que o cigarro faz mal para a nossa saúde e que resfriados comuns podem ser curados com simples medicamentos, mas antigamente esse conhecimento não existia e para que práticas, que consideramos perigosas hoje em dia, fossem proibidas ou sabidas como nocivas, foi preciso que alguém tivesse tomado uma posição e descoberto primeiro.

Nos anos 1920, várias mulheres conseguiram empregos e um deles era a pintura, que era um emprego lucrativo, artístico e glamoroso. Nele, as jovens trabalhavam com um elemento recém descoberto, o rádio.

Elas usavam a tinta de rádio luminosa para fazer os números nos relógios, para que eles brilhassem no escuro. E para que o trabalho fosse bastante preciso, elas eram instruídas a segurarem no pincel firmemente.

O rádio era conhecido por ser perigoso, tanto que outros funcionários que trabalhavam com o elemento, usavam aventais de chumbo. Mas a empresa insistiu que pequenas quantidades eram benéficas para a saúde e toda a indústria foi construída ao redor dessa afirmação.

Pode parecer absumo, mas varejistas da Inglaterra e dos EUA venderam vários produtos como manteiga e leite misturados com rádio para melhorar o bem-estar de seus clientes. E os fabricantes financiavam pesquisas para apoiar que o elemento fazia bem à saúde, mesmo havendo estudos independentes que provavam o contrário.

E para as garotas que pintavam, eles disseram que era seguro e que isso as tornaria até mais bonitas. Então as mulheres pegavam os pincéis e colocavam em suas bocas repetidamente.

História

Quatro anos depois da Primeira Guerra Mundial, Mollie Maggia, de 24 anos, que era ex-funcionária de uma fábrica morreu e sua irmã disse que a morte da mulher foi dolorosa e terrível. Ela foi a primeira funcionária da fábrica a morrer e depois várias mulheres a seguiram. Katherine Schaub começou a ver seus dentes caindo de sua boca, como se estivessem sendo comidos por traças. E outras mulheres começaram a sofrer fraturas espontâneas.

E como na época, o rádio não era considerado culpado, os médicos ficaram perplexos. Em 1925, o médico Harrison Martland provou a conexão entre o trabalho das mulheres e suas doenças depois que descobriu que o rádio ficou depositado nos ossos das mulheres.

Com essa descoberta, Grace Fryer, uma pintora empenhada na causa, quis encontrar um advogado que aceitasse o caso e provasse a conexão. Em 1928, as irmãs Albina e Quinta, de Grace, Katherine e Mollie, enfrentaram a empresa que as envenenou no tribunal.

O caso das mulheres teve grandes repercussões e deu melhorias nas leis de segurança do trabalhador em todo país, porque finalmente as pessoas sabiam do perigo. Mas mesmo assim, alguns empregadores asseguravam que o elemento não faria mal porque eles usavam um tipo de rádio diferente.

E nessa luta por justiça, as pintoras enfrentaram vários oponentes poderosos que traíram e mentiram para elas. Mas mesmo assim, a determinação e vontade de defender os direitos dos trabalhadores conseguiu várias mudanças que passaram a proteger a classe. Hoje em dia, graças a tudo isso, o rádio passou a ser cada vez mais investigado e evitado.

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Via   Boredom therapy  
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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