
O sistema solar é formado pelo Sol e mais 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteroides e os planetas com seus satélites. Alguns séculos atrás, as pessoas pensavam que tinham mais de oito planetas e, erroneamente, classificaram asteroides como planetas. Mas algumas dessas previsões acabaram sendo verdadeiras, só que ainda acredita-se que alguns desses planetas possam existir, como no caso do nono planeta do sistema solar.
Tanto que os astrônomos tem trabalhado nos últimos anos para achar esse possível nono planeta no sistema solar. Por isso que, em breve, a quantidade de planetas atual pode mudar por conta do estudo de alguns pesquisadores que sabem que bem depois de Netuno tem um corpo celeste massivo.
Esse planeta não identificado é massivo para conseguir agrupar objetos transnetunianos (TNOs) em órbitas elípticas e inclinadas com relação a heliosfera. E essa descoberta pode ser feita, igualmente fizeram os astrônomos Urbain Le Verrier e John Couch Adams em 1846 quando descobriram Netuno.

Tudo celular
A descoberta de Netuno aconteceu depois dos astrônomos observarem as mudanças na órbita de Urano, descoberto 60 anos antes. E esse tipo de análise da órbita só é justificado se houver a possibilidade de existir um outro planeta distante dele.
Sabendo disso, uma equipe liderada pelos pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a conhecida Caltech, está tentando encontrar esse nono planeta da mesma forma que foi feito em 1846. Contudo, atualmente eles têm a ajuda de uma tecnologia melhor.
Nesse trabalho, os pesquisadores trocaram Urano por uma “classe mais convencional de TNOs” e observam a inclinação baixa dos que cruzam Netuno. Com isso, descobertas foram feitas que podem reforçar a existência desse nono planeta.

National geographic
A existência desse nono planeta é uma coisa que intriga grande parte dos pesquisadores. Por conta disso que existem vários estudos tentando prová-lo. Como no caso do estudo feito por Sara Webb, astrofísica e pesquisadora do Centre for Astrophysics and Supercomputing (CAS).
Na visão de Webb existe um motivo fundamental para que os cientistas busquem esse novo planeta. Isso porque, sem ele, os dados a respeito do sistema solar não fariam tanto sentido, já que cada objeto cósmico causa uma força gravitacional no universo e os dados mostram que existe uma força gravitacional misteriosa em volta do sistema solar. Isso sugere que o nono planeta realmente existe.
“Há uma boa razão para os astrônomos passarem muitas centenas de horas tentando localizar um nono planeta ou Planeta X… Quando os astrônomos usam um computador para modelar quais forças gravitacionais são necessárias para que esses objetos se movam assim, eles descobrem que um planeta com pelo menos dez vezes a massa da Terra teria sido necessário para causar isso”, disse Webb.
Segundo os dados, se esse planeta realmente existir, ele provavelmente é um gigante gasoso parecido com Netuno. Os cientistas querem detectá-lo observando a reflexão da luz do sol que, supostamente, é emitida por ele. E mesmo que essa detecção seja possível, os astrônomos pensam que esses sinais são muito fracos até para os telescópios mais potentes o capturarem.
“O problema que temos agora é tentar confirmar se essas previsões e modelos estão corretos. A única maneira de fazer isso é encontrar o Planeta X, o que é definitivamente mais fácil falar do que fazer. Com base nos modelos de computador, achamos que o Planeta X está pelo menos 20 vezes mais longe do Sol do que Netuno”, concluiu Webb.
Fonte: Tudo celular, Tecmundo
Imagens: Tudo celular, National geographic





