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Uma família de ursos foi morta a tiros após embarcar em um submarino russo

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Recentemente, uma mamãe ursa e seu filhote foram mortos a tiros enquanto tentavam embarcar em um submarino nuclear russo. O submarino estava ancorado próximo a vila de Rybachiy, no extremo leste da península de Kamchatka, na Rússia, e funcionava como base para a construção de submarinos desde 1960.

Em um vídeo compartilhado nas redes sociais no dia 8 de novembro, os membros da tripulação do submarino observam os animais buscando por comida na baía adjacente quando, de repente, começam a subir a bordo.

De acordo com o Moscow Times, a tripulação, em seguida, chamou um instrutor de caça local para espantar os ursos com uma “arma de caça especializada”. Em uma versão não editada do vídeo, um tiro de espingarda ressoa, antes que do filhote de urso despencar do convés do submarino e cair na baía.

Até o momento, não se sabe o que motivou os ursos a tentarem subir no submarino, mas, os militares russos, segundo a mídia internacional, são os culpados por matar as criaturas, e aparentemente, sem motivo algum. Um porta-voz da Frota da Marinha Russa, em entrevista à agência de notícias russa Interfax, disse que os ursos já haviam sido vistos várias vezes no local nos últimos dias e, portanto, representam uma ameaça tanto para os moradores como para os militares.

Ainda segundo o Moscow Times, no vídeo divulgado, é possível ouvir um membro da tripulação do submarino russo dizendo: “Não há outra maneira”. “Se a gente tivesse perseguido os animais, eles teriam ido direto para as aldeias. Não existe outra maneira de lutar contra ursos em Kamchatka”.

Ursos

De acordo com a BBC News, estima-se que 24.000 ursos selvagens habitam a Península de Kamchatka. Assim como a mãe e o filhote, outros ursos da mesma espécie sempre se são vistos no local em busca de alimento.

Em fevereiro de 2019, mais de 50 ursos polares invadiram uma cidade no Ártico russo. O motivo é a drástica redução do gelo marinho, que acaba afastando-os de seus territórios.

A mudança climática fez com que o Ártico esquentasse duas vezes mais rápido que o resto do mundo, resultando, a cada ano, declínios do gelo marinho. Os dados citados foram divulgados em um relatório de dezembro de 2018, pela Administração Nacional Oceanográfica e Atmosférica (NOAA).

O urso-pardo (Ursus arctos arctos) mede entre 1,6 a 2 metros de comprimento. Em média, os machos pesam cerca de 115 quilos e as fêmeas em torno de 85 quilos. A visão desses animais, segundo especialistas, podem ser considerada medíocre, mas, em contrapartida, a audição e o olfacto são excelentes. Basicamente, o que garante a sobrevivência desses animais em meio a natureza são esses dois sentidos.

Em suma, são animais solitários. Só são visto em grupos as fêmeas e suas crias, que, geralmente, permanecem juntas durante meses ou até mesmo anos. Os ursos-pardos podem viver, se estão em seu habitat natural, podem viver, em média, entre 25 a 30 anos.

Apesar do nome, os ursos-pardos nao possuem unicamente uma cor. Muitos possuem uma grande variedade de tons. Existem espécimes que vão do castanho quase negro ao dourado claro. Há também algumas que possuem diferentes tons de cinza. Todavia, há um padrão de cores que se repete muito: patas escuras, face em tons pardos amarelados, os quartos traseiros mais escuros. De acordo com especialistas, a pelagem desses animais também mudam uma vez por ano, no Verão.

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