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Unhas longas podem armazenar 32 tipos de bactérias e 28 de fungos

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Ao olhar as mãos das famosas, existe uma alta probabilidade de você encontrar unhas impossivelmente longas, decoradas e pintadas perfeitamente. Não temos dúvidas de que as unhas enormes viraram febre entre cantoras e influenciadoras, como visto nas mãos de Luísa Sonza e Cardi B. No entanto, existe o risco sério de causarem problemas à saúde.

De acordo com o biólogo Jeffrey Kaplan, professor de biologia da American University, em uma entrevista ao jornal USA Today, o espaço entre as unhas e os dedos é ideal para o crescimento de microrganismos.

“Quanto mais longa a unha, maior a área de superfície para os microrganismos aderirem. Estudos encontraram 32 bactérias e 28 fungos diferentes debaixo das unhas”, explicou.

Vale ressaltar que esse fato não varia de acordo com o material da unha. Sendo assim, sejam naturais ou postiças, como as unhas de fibra, os riscos são os mesmos.

Além disso, Kaplan destacou que o comprimento da unha é o que indica a maior probabilidade de transportar microrganismos. Ele ressalta que a descontaminação é difícil, seja por meio da lavagem das mãos ou até mesmo ao esfregá-las.

“As pessoas podem transmitir as bactérias e os fungos das unhas para o organismo ao se coçarem, ao roer as unhas, cutucar o nariz e chupar o dedo”, disse o biólogo.

Reprodução/Globo

Pesquisa mostra diferentes tipos de microrganismos em unhas longas

Os estudos recentes mostraram que um dos microrganismos encontrados entre os dedos e as unhas é o Staphylococcus aureus. Essa é uma superbactéria resistente a antibióticos e, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ela está associada a infecções adquiridas tanto na comunidade quanto no ambiente hospitalar.

Já de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), desde 1999, a proporção de Staphylococcus aureus resistentes ao antibiótico meticilina já ultrapassa 50% entre os pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No caso do cenário brasileiro, os índices da infecção também são elevados, presente entre 40 e 80% dos pacientes, com foco em UTIs.

Assim sendo, essa bactéria pode provocar doenças mais amenas, como uma infecção simples, por exemplo, espinhas e furúnculos. Ou então, ela pode provocar coisas graves, como pneumonia, meningeite, endocardite, síndrome do choque tóxico e sepse.

Entre os anos de 1997 e 1998, depois que um hospital em Oklahoma City investigou um surto de Pseudomonas aeruginosa, que é uma bactéria geralmente adquirida em um ambiente hospitalar, os epidemologiastas descobriram a ligação entre cerca de metade dos 16 bebês que morrerem na unidade neonatal e as bactérias sob as unhas compridas. A informação foi veiculada pelo New York Times.

Com isso, o hospital proibiu unhas longas na unidade de tratamento intensivo neonatal. “Um crescente corpo de evidências sugere que o uso de unhas artificiais pode contribuir para a transmissão de certos patógenos associados à saúde. Os profissionais de saúde que usam unhas artificiais são mais propensos a abrigar patógenos gram-negativos [como Pseudomonas] na ponta dos dedos do que aqueles que têm unhas naturais, antes e depois de lavar as mãos ”, de acordo com os Centros de Doenças e Prevenção.

Recomendações

“As unhas compridas são um esconderijo perfeito para patógenos, incluindo vírus e bactérias, que ficam presos lá embaixo”, disse Cristina Psomadakis, dermatologista sediada no Reino Unido e conhecida no Instagram como “Dra. Soma.”

“Também recomendo verniz transparente ou acabamentos translúcidos nas unhas. Isso nos permite ver quando nossas unhas estão sujas e serve como um lembrete visual para lavar as mãos.”

No entanto, a manicure Kayla Newman destacou que em seus oito anos de carreira, ela nunca presenciou uma infecção. “Geralmente as pessoas que têm unhas compridas sabem como manuseá-las e mantê-las limpas”, disse ela.

Logo, ela recomenda manter a atenção e fazer manutenções regulares por conta da possibilidade de unhas quebradas.

Fonte: R7

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