1º satélite de madeira é liberado na órbita da Terra

Avatar for Bruno DiasBruno DiasCuriosidadesjaneiro 8, 2025

Com o passar do tempo e com o avanço da tecnologia, as coisas vão ficando cada vez mais modernas. Por conta disso pode parecer estranho que um satélite de madeira tenha sido criado hoje em dia. Contudo, ele é uma realidade e foi feito pela Universidade de Kyoto, no Japão.

Chamado Lignosat, o primeiro satélite de madeira da agência espacial japonesa JAXA, foi lançado na órbita do nosso planeta. Essa liberação aconteceu em dezembro junto com outros quatro CubeSats e foi feita da Estação Espacial Internacional (ISS). O objetivo do Lignosat é mostrar como a madeira pode ser uma alternativa sustentável para os materiais que são usados atualmente.

Antes de construírem o satélite de madeira, os pesquisadores tinham que saber qual tipo seria o mais adequado. Para isso, eles deixaram três tipos de madeira expostas ao ambiente espacial e chegaram a conclusão de que a ideal era a magnólia honoki e ela foi usada nos painéis de 10 cm instalados no satélite.

Satélite de madeira

Canaltech

Com o lançamento do satélite de madeira, os próximos passos serão usar sensores para fazer a análise de sua tensão e a medição das respostas à temperatura e radiação no espaço. Outro ponto que será feito é o monitoramento dos níveis geomagnéticos para que possam investigar se o campo geomagnético pode atravessar os componentes de madeira do satélite, o que afetaria os recursos tecnológicos.

“Embora alguns possam achar que a madeira no espaço parece contraintuitiva, os pesquisadores esperam que esta investigação demonstre que um satélite de madeira pode ser mais sustentável e menos poluente do que os satélites convencionais”, disse Meghan Everett, cientista-chefe adjunta do programa da ISS da NASA.

Essa esperança vem por conta de os satélites tradicionais serem feitos especialmente de alumínio. Contudo, o real problema é quando eles chegam no fim das missões e no encontro com a atmosfera terrestre eles são queimados e geram óxidos de alumínio, que é um composto que pode afetar a camada de ozônio.

Fonte: Canaltech

Imagens: Canaltech

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