Ciência e Tecnologia

7 coisas estranhas que você não sabia sobre sua memória

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Por muitos séculos, o homem lutou para compreender como funciona o armazenamento de nossas memórias em nosso cérebro. Entretanto, quanto mais descobrimos e conforme as tecnologias foram avançando para nos ajudar nesse processo, mais evidente se tornou a estranheza de como funciona a memória.

De mecanismos de defesa que nos impedem de realizar cálculos matemáticos à falsas memórias e sistemas anti-memorias, nosso cérebro ainda parece uma verdadeira caixinha de surpresas para a ciência. Pensando nisso, hoje trouxemos para vocês, algumas dessas estranhas curiosidades sobre a memória. Confira!

1 – Falsa primeira memória

Sua memória mais antiga representa seu primeiro sinal de consciência. No entanto, a maioria de nossas primeiras memórias são falsas. De acordo com a ciência, as lembranças só persistem na memória após os dois anos de idade. Nossas primeiras memórias podem ter sido alimentadas por fragmentos do imaginário e colhidas de fotos e histórias familiares.

2 – A hipnopedia

A hipnopedia consiste em tentar aprender algo, como um idioma, por exemplo, enquanto estamos dormindo. No entanto, tal técnica é bem limitada. Na década de 1950, descobriu-se que os humanos não conseguem memorizar os fatos a não ser que eles estejam despertos. Outras pesquisas mais recentes, encontraram evidências de que os estágios do sono podem influenciar na formação da memória.

3 – Mistério da epigenética

A epigenética sugere que as crianças podem herdar as experiências vividas por seu pai. Suas “memórias de vida”. Aquilo que ele comeu ou foi exposto em seu ambiente poderia afetar biologicamente diversas gerações. Os cientistas agora buscam encontrar entender como isso de fato funciona e provar que marcadores epigenéticos realmente são transferidos.

4 – Truque de memória poderoso

Em um estudo canadense, ficou comprovado que desenhar é um ótimo método de memorização. A um grupo de voluntários foram dadas algumas palavras. Eles poderiam escrevê-las e rabiscar uma lista de seus atributos, ou desenhar algo relacionado com elas. Depois de um tempo, eles deveriam se recordar do maior número possível de palavras.

Aqueles que desenharam se lembraram da maioria das palavras. O desenho pode superar a forma tradicional com que retemos as informações, como reescrevê-las ou estudá-las. Os pesquisadores acreditam que isso vem da potência técnica do cérebro de absorver as informações de diferentes maneiras – visual, verbal, espacial, significado e o ato físico de esboçar isso.

5 – Matemática pode traumatizar a mente

A verdade é que a maioria das pessoas são boas com matemática. Mesmo se você sua uma piscina para resolver um cálculo em uma prova. Mas existe um problema que dificulta tudo: o medo. O medo é uma coisa primitiva. Quando estamos passando por uma situação onde estamos com medo, o sentimento desliga nossa memória.

Afinal, parar pra pensar enquanto o leão se aproxima da caverna pode ser fatal. O medo só quer que você suba na árvore mais próxima para sobreviver. O medo não diferencia um predador do seu teste de matemática. Quando estamos em pânico com uma questão de álgebra, o medo desliga nossa memória, o que torna fazer os cálculos algo muito mais difícil.

6 – Anti-memórias

Se todas as memórias que já colecionamos em um momento de nossas vidas permanecessem claras em nossa mente, não seriamos capazes de lembrar de coisas novas. Um estudo, de 2016, encontrou evidências do que seriam os neurônios anti-memórias. Tudo seria um equilíbrio entre neurônios que se excitam e neurônios que os acalmam.

Para causar um equilíbrio, os neurônios calmantes disparam conexões, com padrões opostos dos neurônios excitados pelo nascimento de uma nova memória. Um estudo conseguiu devolver memórias esquecidas a seus voluntários, suprimindo os neurônios calmantes.

7 – Avanços contra o Alzheimer

Em 2015, cientistas australianos descobriram uma nova técnica pode ajudar na luta contra o Alzheimer. A doença ocorre quando placas se acumulam, bloqueando funções do cérebro. Um estudo para testar a técnica em roedores mostrou que 75% dos ratos que participaram recuperaram completamente suas faculdades mentais.

A nova técnica não é invasiva e não danifica o tecido cerebral. Trata-se de um ultrassom terapêutico direcionado, que produz ondas sonoras muito rápidas no cérebro. Isso expande suavemente a barreira hematoencefálica, que possui células de remoção de resíduos. Assim, tais células entram em ação, removendo as lesões causadoras dos piores sintomas do Alzheimer.

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