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7 coisas incríveis vistas pela primeira vez no mundo animal

POR Natália Pereira    EM Mundo Animal      23/05/18 às 17h54

Não importa quanto tempo passe, a natureza está sempre nos surpreendendo. Passamos toda a nossa vida tentando entender o mundo ao nosso redor mas, ainda assim, tudo o que conhecemos pode acabar mudando de uma hora pra outra. Acreditamos que sabemos tudo o que precisamos saber sobre o mundo animal mas, acredite, ele continua a nos surpreender ano após ano. E talvez seja exatamente isso que o torna tão fascinante.

O fato é que, independente de termos conseguido ultrapassar os limites do céu com o nosso conhecimento, ainda existem muitos mistérios a serem desvendados na Terra. O comportamento de diversos animais ainda continua incompreensível. E, vez ou outra, quando achamos ter entendido como eles funcionam, as coisas acabam mudando por completo novamente. Esse ciclo parece simplesmente não ter fim, e talvez não tenha, mas ainda podemos analisar aquilo que já vivenciamos. Foi pensando nisso que resolvemos fazer essa lista com as coisas mais incríveis registradas antes no mundo animal.

1 - Camaleões que brilham no escuro

Ainda esse ano (2018), alguns pesquisadores acabaram descobrindo algo interessante depois de colocar alguns camaleões no escuro e acenderem uma lâmpada UV no local. Aparentemente, ao fazer isso, esses animais acabaram ganhando uma coloração interessante e brilhante. E, diferente do que se pode imaginar de início, isso não está relacionado com a sua capacidade de se camuflar - que é feita sob a sua pele. Depois de alguns estudos eles acabaram descobrindo que a cor fosforescente estava vindo de seus ossos.

O fato de que os ossos tendem a brilhar quando entram em contato com a luz ultravioleta não é bem uma novidade, por isso ela acaba sendo usada quando se está procurando por fósseis. Mas, perceber essa luminescência em um ser vivo é. Isso aconteceu, possivelmente, porque os seus ossos estão quase que colados com sua pele. Além disso, como eles são capazes de enxergar o ultravioleta, essa pode ser uma tática usada por eles para se comunicar ou mesmo para atrair um animal do sexo oposto já que os machos são mais brilhantes que as fêmeas. Outro ponto interessante é que essa característica só foi encontrada em camaleões da floresta tropical.

2 - Golfinho sufocado por um polvo

Os polvos são, em geral, uma presa comum para os golfinhos. Mas, em 2015, um deles parece ter se voltado contra o seu predador e o levado a morte por sufocamento. Esse caso único surpreendeu a todos e fez com que os especialistas estudassem ambos mais a fundo. Eles teriam aparecido ao sul de Perth, depois de mortos, e o fato do polvo estar com os seus tentáculos saindo da boca do golfinho chamou a atenção. Já que isso indicava que ele teria morrido engasgado enquanto se alimentava do animal.

Depois da autópsia ser realizada, os especialistas descobriram um pequeno nódulo saindo da sua boca e de seu nariz. O polvo tinha tentáculos com cerca de 1,3 metros de comprimento e teria usado estes para sufocar o golfinho. Enquanto estão engolindo suas presas, os golfinhos tem o costume de prender temporariamente o seu sistema respiratório. E, para que isso seja possível, eles desalojam o tecido entre o sopro e a laringe. Mas, nesse caso, quando foi tentar fazer com que ela voltasse ao normal, o polvo acabou prendendo seu tentáculo em volta da laringe do animal.

Isso fez com que ele se sufocasse e morresse. Ambos acabaram mortos e o caso surpreendeu a todos por sua peculiaridade. além disso, eles não tem certeza se o polvo teria feito isso propositalmente. O motivo para isso é que, mesmo depois de mortos, os seus tentáculos continuam ativos por um tempo.

3 - Lula que não é lula

Depois de irem até abaixo do nível do mar com um submarino remoto da NOAAS Okeanos Explorer, esse ano (2018), alguns pesquisadores acabaram achando algo interessante por lá. Eles acabaram visualizando o que acreditaram ser uma espécie de lula vermelha desconhecida no local e a observaram. O animal parecia uma lula, apesar de ter alguns braços diferenciados em questão de tamanho e grossura. Os seus tentáculos estavam estendidos sobre todas as direções, saindo pelos lados, por cima e por baixo, no que eles acreditavam se uma posição de defesa por conta do submarino.

Foi então que eles notaram um comportamento diferente. Apesar de se parecer com uma lula, o animal começou a nadar e se portar como um Nautilóides. Além disso, os seus tentáculos pareciam impedir que a 'neve marinha' caísse, para que ele pudesse se aproveitar dela mais tarde. Essa partícula só é encontrada em águas mais rasas e o animal aparentemente a estaria transportando para a sua sobrevivência. Essa atitude é algo realmente novo e chamou a atenção dos observadores. Eles acreditam que o animal se trate de uma espécie conhecida como Discoteuthis discus. Eles a conhecem por conta de fragmentos encontrados, mas ela nunca havia sido vista viva.

4 - Formigas socorristas

Já fomos capazes de observar muitas características interessantes nas formigas mas, ainda assim, elas conseguem nos surpreender. Em 2017, uma espécie de formiga conhecida como 'matabeles' acabou mostrando um comportamento interessante. Enquanto atacavam o ninho de cupins para se alimentar, algumas delas acabaram se ferindo e, por incrível que pareça, não foram deixadas para trás. Algumas delas, que mais parecem socorristas, se dispunham a salvar aquelas que haviam sido feridas na batalha e as levavam com elas.

Essa é a primeira vez em que esse tipo de atitude é documentada entre as formigas. Aparentemente, nenhuma outra espécie do animal, além delas, teria esse tipo de comportamento. O que significa que os feridos acabavam sendo deixados para trás. Entretanto, essa ação acaba fazendo com que a sua colônia seja 30% maior do que as demais. Depois de apenas alguns dias, as formigas feridas acabam se recuperando e podem voltar para o combate. Os especialistas afirmaram que isso acontece porque, ao serem feridas, as formigas machucadas acabam liberando feromônios e acionam  os socorristas.

5 - Infanticídio entre as orcas

Algo como o infanticídio nunca havia sido registrado antes entre as orcas mas, por algum motivo, isso acabou mudando em 2016. Depois que um homem chamado Jared Towers foi para as águas canadenses estudar essa espécie de animal ele acabou notando algo estranho. Um dia, o seu equipamento acabou acionando devido uma atividade estranha e ele foi até lá para ver o que estava acontecendo. Por mais que não estivesse entendendo exatamente a situação, ele ficou chocado ao ver o ataque de orcas com um outro animal da mesma espécie.

Aparentemente, duas orcas - mãe e filho, estavam atacando um filhote de outra família. A agressão acabou levando o animal a morte por afogamento. Eles não destroçaram o bebê ou se alimentaram dele, apenas o mataram, o que deixa tudo ainda mais estranho. A mãe da pequena orca tentou protege-lo atacando o agressores mas, ainda assim, não conseguiram impedi-lo. Ele acredita que o ataque tenha acontecido para proteger os próprios genes, como em outras espécies. Mas a atitude ainda continua um mistério. Afinal algo assim nunca havia sido presenciado antes.

6 - Cervo comendo um ser humano

Um campo de aproximadamente 26 acres, no Texas, acaba servindo como depósito de corpos. De alguma forma, a floresta acaba sendo usada para o descarte de corpos e a Faculdade de Pesquisa em Antropologia Forense da Universidade Estadual do Texas usa o lugar para suas pesquisas. Com o objetivo de analisar como os cadáveres reagem a natureza, os especialistas deixaram um corpo para trás em 2017 para ver como ele iria se decompor e quais animais iriam reagir com ele. foi então que o inesperado aconteceu.

Depois de 182 dias abandonado no lugar, um cervo acabou sendo atraído pelo corpo. O animal, que é considerado herbívoro, pegou um osso da costela do cadáver e o mastigou. O osso comigo por ele estava cheio de nutrientes mas, ainda assim, a atitude incomum chocou os especialistas. Nenhum outro cervo havia sido registrado se alimentando de restos vivos. A espécie registrada era um cervo de cauda branca.

7 - Comunicação entre golfinhos

Mesmo que os mamíferos marinhos já fossem conhecidos por sua comunicação delicada e complexa, nenhuma delas jamais havia sido registrada, até 2016. Tudo aconteceu quando dois golfinhos, chamados de Yana e Yasha, começaram a ter um comportamento peculiar dentro da piscina em que ficavam. Tudo acabou sendo gravado por um microfone que ficava no local e, depois de analisá-lo, os especialistas acabaram percebendo que eles estavam, na verdade, conversando.

A interação feita por eles se mostrou extremamente parecida com a dos humanos durante um diálogo. Enquanto Yana emitia a sua sequência de 5 cliques, Yasha acabou não emitindo nenhum som e apenas a escutou. Depois que ela teria terminado de "falar", a ouvinte começou a se pronunciar. O som emitido pelo segundo golfinho foi completamente diferente do primeiro, com uma forma própria. Elas continuaram a comunicação mudando o volume e até mesmo o ritmo em que faziam os barulhos. Antes que isso fosse realmente registrado, as pessoas acreditavam que eles tinham sons específicos para indicar emoções, localizações e até mesmo indicar comida mas, jamais, que eles seriam capazes de dialogar.

O fato incrível, entretanto, permanece um mistério. Não podemos saber o que os dois golfinhos falaram naquele dia mas, ainda assim, é algo fascinante de se imaginar, concordam? Esses animais continuam a nos surpreender e um dia, quem sabe, talvez sejamos capazes de entendê-los melhor.

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Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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