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Aparentemente árvores têm batimentos parecidos com os do coração humano, entenda

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      14/03/19 às 14h34

Desde os primórdios da humanidade, as árvores já estavam em nossa companhia. Elas sempre foram uma fonte de curiosidade e mistérios e algumas pessoas até mesmo já indicaram seus poderes terapêuticos, devido as energias que elas transmitem.

Há relatos de pessoas dizendo que quando estavam sozinhas à noite em uma floresta, elas tiveram a sensação de que algumas árvores estavam despertas e em movimento. Realmente, quem nunca esteve em meio à mata e teve uma sensação estranha de que as coisas por ali não eram tão estáticas quanto pareciam, não é mesmo?

O coração das árvores

Segundo um estudo recente, conduzido por Andras Zlinsky e sua equipe de especialistas em biociência na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, as árvores teriam sua própria versão de um "batimento cardíaco". No entanto, ele é tão lento que até pouco tempo era impossível de percebê-lo.

Além do mais, eles descobriram que elas levantam e abaixam seus galhos durante a noite, mesmo sem a interferência do vento. Isso acontece como parte de um ciclo de transporte de água e açúcar. O mesmo acontece com seus troncos que se contraem e expandem, bombeando a água para cima, das raízes para as folhas. De modo muito similar ao que faz o nosso coração.

Entretanto, diferente do que ocorre com os humanos, a "pulsação" de uma árvore é extremamente lenta, com esse pulsar ocorrendo uma vez a cada duas ou mais horas.

As plantas precisam da água para que possam fotossintetizar a glicose, bloco de construção básico pelo qual suas moléculas mais complexas são formadas. Com as árvores, isso ocorre retirando água das raízes para as folhas. Para os pesquisadores, tal processo ocorre durante o dia. Porém, novos estudos mostraram que isso pode ser um pouco mais complexo do que eles imaginavam.

À noite, algumas árvores conseguem abaixar seus galhos em até 10 centímetros antes de levantá-los novamente com o nascer do sol. Esse processo é tão lento e sutil que os pesquisadores acreditavam que apenas algumas famílias eram capazes de fazê-lo. No entanto, eles parecem ter percebido que isso é bem mais difundido.

Mistérios revelados

A equipe de Zlinszky utilizou uma técnica de varredura a laser para medir a localização exata de galhos e folhas de 22 espécies de árvores e arbustos. O cientista e sua equipe então publicaram suas observações sobre os ciclos substanciais desses movimentos inesperados realizados pelas árvores.

"Detectamos um movimento periódico desconhecido de até 1 centímetro em ciclos de duas a seis horas. O movimento tem que ser conectado a variações na pressão da água dentro das usinas, e isso efetivamente significa que a árvore está bombeando. O transporte de água não é apenas um fluxo de estado estacionário, como assumimos anteriormente", disse Zlinszky em um comunicado.

A maioria das árvores analisadas possuía ciclos diferentes umas das outras. Incluindo a descida antecipada dos galhos para "dormir" durante a noite, os levantando ao amanhecer. A magnólia (Magnolia gradiflora) passa por 3 ciclos de ajustes de seus galhos. O que indica que houve uma mudança de pressão da água e o bombeamento noturno.

Tal pesquisa nos mostra que apesar de parecerem tão calmas, as árvores são mais ativas do que pensávamos. Pesquisadores esperam que essas descobertas possam auxiliá-los na descoberta e diagnóstico do estresse e doenças em árvores, permitindo o tratamento e intervenção precoce.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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