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Aparentemente o cinto de castidade nunca existiu, entenda

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      05/08/19 às 15h40

Suposto símbolo de fidelidade medieval, o cinto de castidade pode ter sido apenas uma ideia cômica que nunca foi realmente usada. Há toda uma história por trás do uso do cinto de castidade. No entanto, os historiadores e estudiosos apontam que isso tudo não passava de uma invenção para ridicularizar a Idade Média.

Feito com ferro e trancado com um cadeado, o cinto de castidade era um tipo de armadura íntima para resguardar as partes íntimas das mulheres. Com apenas duas aberturas estratégicas, para que as mulheres pudessem fazer suas necessidades fisiológicas.

Segundo as histórias, quando os cavaleiros medievais partiam para as guerras, consequentemente ficando meses e até anos longe de casa, eles clocavam o cinto de castidade em suas esposas. A medida drástica era usada para evitar que as esposas satisfizessem as suas necessidades naturais com outros homens. Ou seja, assim, as mulheres preservariam a sua fidelidade, mesmo que de uma forma totalmente arbitrária e dominadora.

Cinto de castidade

A primeira vez em que o cinto de castidade aparece, em registros históricos, foi em manual militar de 1405. O desenho do cinto aparece ao lado de instrumentos de guerra como catapultas, armaduras e ferramentas de tortura. No entanto, o livro não foi levado muito a sério, nem mesmo pelo autor. O manual continha ainda piadas sobre peidos, um tema imortal e favorito no humor da Idade Média.

Desde então, o objeto medieval começou a aparecer em outras gravuras da época. Na maioria das pinturas, apareciam casais, nos quais o marido, mais velho, saia para trabalhar e a sua mulher ficava em casa. Ela sempre era retratada nua e usando o cinto de castidade. A mulher esperava o amante, que entrava logo após a saída do marido, com uma chave estratégica.

Mas, para o historiador Albrecht Classen, da Universidade do Arizona, essas pinturas não passavam de representações cômicas do medo masculino da infidelidade. Os maridos mais velhos temiam que suas mulheres os traíssem com homens mais jovens.

O mito do cinto

No entanto, o uso do cinto nunca foi documentado de forma séria. Além do mais, o uso do cinto seria medicamente impossível por vários dias. Um objeto metálico desse tipo, preso às partes íntimas por dias, causaria diversas doenças. Como por exemplo, uma úlcera de pressão, seguida de uma gangrena, e até mesmo a morte. "Uma mulher não sobreviveria aos consequentes problemas higiênicos e de saúde depois de vários dias", explica Classen.

O mito, envolvendo os cintos de castidade, se popularizou no começo do século 18. Em uma época, em que falar mal da Idade Média era comum. Eles usaram essa ideia para provar que as novas ideias traziam a iluminação, depois de um passado ignorante, supersticioso e brutal.

"A verdade sobre os cintos de castidade é que eles são, em grande parte, uma ficção construída nos períodos da Renascença e no início da Modernidade. Tudo isso com o intuito de conjurar uma meia-idade mais bárbara que veio antes", explica Sarah Bond, professora de estudos clássicos da Universidade de Iowa, nos Estados Unidos.

Pode até ser que esses objetos tenham sidos usados no passado. Mas, dificilmente, para a finalidade de preservar a fidelidade das mulheres. Hoje em dia, o cinto da castidade é usado como uma fantasia erótica. Porém, em versões muito mais confortáveis do que as do passado.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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