Natureza

Aplicativo identifica espécies de pássaros

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A observação de pássaros, chamada de birdwatching ou birding, ganhou um novo nível com o desenvolvimento de um aplicativo que promete ajudar observadores de todos os níveis a identificarem aves de sua região. O Merlin Bird ID foi lançado em 2014 pelo Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Para fazer a identificação das aves, o aplicativo usa a base de dados do eBird, um projeto de ciência cidadã também desenvolvido no Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell. A base de dados reúne mais de 800 milhões de registros de observações feitas por pessoas de todo o mundo. Após baixar o app, o usuário deve fazer o download de um pacote de dados, que contém as informações das aves de sua região.

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No Brasil, existem seis pacotes disponíveis: Amazônia, Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste, Sul e Todos. Ao todo, 1.655 espécies diferentes estão disponíveis nos pacotes brasileiros. O aplicativo está disponível gratuitamente no Google Play Store e na App Store.

O passo a passo para usar o aplicativo

Existem quatro formas diferentes de se identificar uma ave no aplicativo. Ao selecionar a opção Iniciar ID, não é preciso ter um registro fotográfico da ave. Basta responder a várias perguntas sobre o avistamento (localidade, data, tamanho aproximado da ave, cores, local onde a ave foi observada) e o aplicativo vai sugerir uma lista de espécies que correspondem às respostas. Isso se dá porque o sistema do app compara essas respostas com as informações do eBird para identificar as aves mais prováveis de terem sido vistas naquela região.

As outras opções incluem a identificação através de uma foto ou através de uma gravação de som do canto da ave. No entanto, o recurso do som está disponível atualmente apenas para aves dos Estados Unidos e do Canadá. O site menciona que mais espécies e regiões podem ser incluídas no futuro.

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O Merlin utiliza inteligência artificial para analisar fotos e sugerir espécies. Como toda inteligência artificial, quanto mais for alimentada com fotos e feedback (se acertou ou não), maior será sua taxa de acerto. Há duas maneiras de fornecer fotos para o aplicativo identificar, uma delas é selecionar imagens que estão na galeria de fotos, enquanto a outra é utilizar a câmera do celular e fazer o registro ao vivo.

Além da possibilidade de fotografar uma ave no momento em que ela se aproxima, o aplicativo também analisa fotos tiradas da tela do computador ou mesmo de uma imagem impressa. Como exemplo, é possível citar as imagens de um pássaro que aparece em um livro e o leitor tem interesse em saber mais informações sobre ele.

O sistema também tem capacidade para analisar pinturas e ilustrações. Depois de selecionar a foto, é só acertar o zoom até que a ave esteja enquadrada e informar a data e o local do registro. Em poucos segundos o aplicativo analisa a foto e retorna uma lista com as espécies mais prováveis.

Por fim, a opção Explorar Aves mostra uma lista completa de todas as aves do pacote baixado, que podem ser ordenadas pela sua probabilidade de aparecer naquela determinada data e área. O usuário também pode criar uma conta para salvar todas as aves que avistou e catalogá-las por localização, o que ajuda o aplicativo a melhorar as sugestões de identificação futuras.

A birdwatching

A observação de aves acontece tanto como uma atividade recreacional, quanto uma atividade vista como ciência cidadã. Na definição do termo,  “birdwatching” é o hobbie de observar pássaros em seu habitat natural, sem alterar o ambiente ou o comportamento deles. Em 1901, na América do Norte, o nome apareceu pela primeira vez como título de um livro.

Por meio dessa prática, os pesquisadores estudam mudanças na população de certas espécies, o que indica se as espécies correm risco de extinção e quais medidas tomar diante disso. Em 2016, havia 45 milhões de observadores de aves somente nos Estados Unidos.

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No Brasil, esse número é bem menos expressivo. No país existem cerca de 30 mil observadores, mesmo que seja o local com maior biodiversidade do mundo. Apesar disso, o Brasil sedia o segundo maior evento de birdwatching da América Latina, chamado de Avistar.

O evento acontece anualmente e reúne os maiores apaixonados pela prática. No entanto, devido à pandemia da Covid-19, não há estimativas de data para que a cerimônia volte a acontecer de forma presencial.

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