Curiosidades

As pessoas são muito boas em decodificar emojis, mesmo que eles não correspondem a uma palavra

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Várias pessoas preferem enviar um famoso emoji ao invés de escrever uma mensagem. Essas figuras conseguem passar claramente algumas de nossas mensagens ou reações. Shigetaka Kurita os criou na década de 1990, no Japão. O termo emoji é, na verdade, a junção de duas palavras. São elas: “foto” e “personagem” em japonês, querem dizer “caráter de imagem”.

Se usa essas imagens, seja no final de uma frase ou então para substituí-la por completo e não precisar de palavras. Fora do Japão, o emoji era pouco conhecido até o ano de 2007, quando a Apple colocou os símbolos no primeiro modelo do iPhone. A empresa usou a tática para atrair ainda mais os japoneses e acabou tornando-se um fenômeno entre os consumidores gerais.

Embora seja mais prático para um computador enviar e receber emojis ao invés de palavras, para as pessoas isso requer um pouco mais de trabalho. De acordo com um novo estudo, a maior parte das pessoas consegue entender facilmente um emoji quando ele substitui uma palavra diretamente. Como por exemplo, a figurinha de um carro ao invés da palavra “carro”. Mesmo assim, se leva cerca de 50% mais para a compreensão do ícone.

Emoji

Segundo os pesquisadores, esse atraso pequeno, provavelmente, vem porque a mente humana interpreta os emojis como imagens e não como palavras. E isso precisa de uma etapa extra de processamento.

Nesse processo, primeiro o cérebro tem que reconhecer a imagem diante dos olhos. Depois disso, ele deve combinar a imagem com alguma palavra. E se apenas se ler a palavra a pessoa chega na compreensão mais cedo.

Isso pode parecer uma coisa óbvia, no entanto, poucos estudos foram feitos a respeito se as pessoas interceptam os emojis como imagens ou como palavras. Principalmente quando se usa eles como substitutos diretos para a escrita.Por isso, pesquisadores na Alemanha montaram um estudo de leitura on-line com 53 falantes nativos de alemão.

Experimento

No experimento feito, os participantes receberam uma frase com uma palavra de cada vez na tela. Quando eles terminavam de ler, apertavam uma tecla para ativar a próxima palavra. E ao invés de ter apenas palavras, algumas frases substituíram uma palavra por um emoji.

Depois que os participantes leram as frases, perguntas foram feitas a eles para ter a certeza de que eles tinham entendido as frases por completo. Através da medição do tempo de leitura os pesquisadores descobriram que a maioria das pessoas conseguia compreender as frases que tinham um emoji substituindo uma palavra de forma precisa. Mesmo que isso tenha levado aproximadamente 350 milissegundos a mais do que a compreensão de frases com somente palavras.

Considerando tudo, esse tempo ainda é bem rápido. E é ainda mais impressionante quando se substitui a palavra por um ícone que também tem a mesma pronúncia de outra palavra. Como por exemplo, “mouse” de roedor e de computador. Nesses casos, a mente leva 900 milissegundos a mais para conseguir descobrir o que significa.

“Na primeira etapa, ocorre uma ativação conceitual visual. Se esta etapa não for suficiente para a geração de um enunciado significativo, a informação fonológica da entidade lexical é recuperada para acessar significados adicionais, e o conceito original ativado deve ser suprimido”, explicaram os pesquisadores.

Análises

Se baseando nessas descobertas, os pesquisadores disseram que os emojis são interpretados de uma maneira dependendo do contexto.

“Os participantes que usam emoji com mais frequência leem o emoji homófono tão lentamente quanto os outros. Isso também se apoia pelo fato de que os participantes do teste que se autoavaliam como usando emoji com frequência, leem o emoji correspondente mais rapidamente”, ressaltou a lingüista Tatjana Scheffler, do Instituto de Estudos Alemães da Ruhr-Universität Bochum.

Fonte: https://www.sciencealert.com/study-explores-how-our-brains-interpret-emojis-compared-to-words

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