Asteroide passou raspando na Terra e cientistas quase não perceberam

POR Isabela Ferreira    EM Ciência e Tecnologia      18/04/18 às 18h50

Costumamos falar sempre sobre o alto poder tecnológico de nosso planeta e a suposta segurança que temos, contra quedas de meteoros e asteroides, por exemplo. Tudo isso parece ser bastante óbvio, visto que até o momento não tivemos notícias sobre uma parte da humanidade sendo dizimada após a queda de um grande corpo celeste. A questão é que os astrônomos realmente possuem certo controle sobre essas informações, podendo agir de forma preventiva quando algo é capaz de nos colocar em risco.

Certo, mas o que explicaria o fato de cientistas terem descoberto um enorme asteroide, apenas 21 horas antes de ele passar bem perto da Terra? Parece absurdo? Sim, mas foi exatamente o que aconteceu. Astrônomos da NASA foram pegos de surpresa no último fim de semana (14 e 15/04). Os responsáveis pela descoberta, que foi feita em cima da hora, foram especialistas presentes no estado do Arizona.

Asteroide passa muito perto da Terra

Para que você tenha ideia, o tal asteroide passou apenas a 200 mil quilômetros de nosso planeta. Pode até parecer muito quando comparado com as métricas a que estamos acostumados, mas acredite... Foi raspando! Tal distância equivale à metade daquela que nos separa da lua. Sem contar que o asteroide, que ganhou o nome de 2018 GE3, ainda tinha grandes proporções, com um diâmetro estimado de 50 a 100 metros, o que poderia equivaler ao tamanho de um campo de futebol.

Somente neste ano, foi o segundo acontecimento do tipo. No dia 09 de fevereiro foi a vez do asteroide batizado como 2018 CB, que apresentava diâmetro entre 20 a 40 metros, passar perto de nós. No entanto, ele chegou ainda mais próximo que o do caso em questão... Passando apenas 64 mil quilômetros de distância. Mas também é válido mencionar que este foi descoberto dias antes da eventualidade.

Especialistas ressaltam que diariamente fazem uma varredura pelos céus, em busca de objetos que possam representar uma ameaça para nós. No entanto, corpos celestes menores, que possuem entre 20 a 100 metros de diâmetro, podem acabar não sendo localizados. De acordo com o astrônomo do Centro Aeroespacial Alemão, Manfred Gaida: "Esses objetos menores só são detectados quando já chegaram relativamente perto da Terra. [...] Do ponto de vista humano, é antes um acaso quando se descobrem tais objetos".

Por outro lado, o tamanho de um asteroide não é fator determinante para que ele seja encontrado. Isso também depende da região de onde ele está vindo. Aqueles que vem em sentido contrário ao sol, tem seus raios refletidos, o que possibilita que sejam localizados de forma muito mais fácil.

Provável catástrofe

Felizmente, nada nos aconteceu. Mas fica a dúvida, quais seriam as consequências caso o asteroide realmente caísse em uma zona habitável de nosso planeta? Bem, certamente isso representaria uma catástrofe. No caso do 2018 GE3, estima-se que ele seja maior do que o meteorito que provocou o Evento de Tunguska, no ano de 1908. Neste caso, o corpo ocasionou uma explosão que levou a queda de centenas de árvores na Sibéria. Pra você ter noção, estima-se que a energia da explosão no local tenha sido cerca de mil vezes maior que a da bomba de Hiroshima. A partir daí, podemos tirar nossas conclusões...

Por outro lado, Gaida afirma que não temos motivos para entrar em pânico. Isso porque, quando asteroides que representam tamanha ameaça seguem em direção à Terra, normalmente leva de 10 a 15 anos até que de fato cheguem por aqui... Tempo suficiente para que alguma medida seja tomada. Colocar o tal asteroide para fora da órbita da Terra não seria uma tarefa extremamente complicada.

E então pessoal, o que acharam? Compartilhem suas ideias com a gente aí pelos comentários!

Via   Uol     Terra  
Isabela Ferreira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL

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