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Atriz posta foto de filho de 3 anos beijando amiguinha e causa revolta na internet

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A última quarta-feira (3) teve uma série de assuntos sendo debatidos no Twitter, entre eles, um tema com letra garrafais: “CRIANÇA NÃO BEIJA”. Pode parecer óbvio que criança não tem interesse em beijar os demais como adultos fazem, mas isso se tornou debate depois que uma atriz portuguesa publicou em seu perfil do Instagram uma foto de seu filho de três anos dando um beijo na boca da colega.

Sofia Arruda, a mãe, escreveu na legenda: “O primeiro beijinho na boca. Não sei se será amor de verão ou da vida toda, mas que pintou um clima, pintou”. Além disso, ela completou dizendo que conhecia os pais da garota e, por isso, estaria “tudo certo”. No entanto, internautas não concordaram.

Sofia, que é autora de um livro sobre maternidade, foi acusada de sexualizar as crianças. Em seguida, ela apagou a foto e reclamou das dimensões que o assunto tomou no Instagram. No stories, escreveu: “Das fotografias mais queridas de sempre. Onde duas crianças amigas trocam um beijinho da mesma forma que podia ser um abraço. E pessoas doentes fazem comentários ainda mais doentes sobre estarmos a sexualizar as crianças?! Mentes doentes. Peço do fundo do coração, se pensam igual a estas pessoas, não sigam minha página”.

Além disso, ela explicou por que tirou a foto do ar. “Apaguei a fotografia porque não criei esta página para gerar polêmicas nem alimentar fofocas. Vamos guardar essa fotografia em casa para mais tarde eles recordarem este bonito momento, mas se a internet está doente, não compactuo com isso”, escreveu.

Comentários

No Twitter, muitos internautas criticaram a atitude da mãe com seu filho. “As pessoas ainda me chocam. Acabei de ver uma postagem de uma mãe de um menino de 3 anos que estava beijando outra criança. Criança não namora”, escreveu uma usuária.

“Essa imagem dessa mulher portuguesa está rodando pelo Instagram materno hoje. CRIANÇA NÃO NAMORA. O óbvio precisa ser dito, várias vezes. Deixem as crianças serem crianças. PAREM de erotizar crianças. Essas crianças têm TRÊS anos de idade”, criticou outra. “Eu falo isso sempre! Esse costume de falar ‘namoradinho’ pra criança precisa acabar… CRIANÇA NÃO NAMORA”, disse mais uma.

Sexualidade

Reprodução/Drauzio Varella

O desenvolvimento sexual de um filho é um assunto considerado difícil para diversos pais e cuidadores. Com poucos anos de vida, a criança já começa a explorar o corpo, encostando, puxando e esfregando diversas partes, incluindo as genitais. E, com o tempo, precisam aprender com adultos confiáveis sobre essa parte da vida humana.

Dessa forma, a Academia Americana de Pediatria reforça algumas atitudes que especialistas consideram normais. Caso alguma dessas atitudes aconteçam, tente redirecionar seu filho para outra mais apropriada, dizendo algo como “adultos fazem isso em privado”. Além disso, é importante ressaltar a importância do espaço pessoal e do respeito.

Dos dois aos seis anos, é comum se tocar em lugares públicos e privados, ter curiosidade para ver e encostar nas partes íntimas de outras crianças, mostrar o corpo para outras crianças, não entender espaço pessoal e curiosidade com a nudez.

Além disso, existem outras atitudes menos comuns, que devem ser analisadas de acordo com o contexto. Dessa forma, é importante falar de sexualidade com crianças para que compreendam o que é aceitável e não é. Por exemplo, quanto mais cedo entenderem que adultos não podem tocar nelas de uma forma “inapropriada”, melhor.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 76% dos casos de estupro de vulnerável (quando a vítima tem menos de 14 anos), o agressor é um parente ou amigo próximo da família da criança e/ou adolescente, e na maioria das vezes, o crime é cometido em ambiente familiar.

“É importante tratar esse tema na escola, porque a maior parte dos abusos sexuais que ocorrem em nosso país são praticados por entes da própria família. Dessa forma, na escola a criança pode entender o que está acontecendo, aprender a se proteger, além de ser um canal seguro para denunciar o abuso”, pontua a professora doutora Vilena Silva.

Também é necessário ensinar sobre como a gravidez ocorre para evitar a gravidez precoce e a transmissão de infecções, uma vez que muitas crianças reproduzem atividades que não compreendem por completo. “Podemos trabalhar de forma eficiente e intencional com atividades lúdicas, possibilitando diálogo entre professor e aluno. O uso de jogos, dinâmicas, debates, vídeos, projetos, atividades em grupo, fantoches, livros de histórias, bonecos sexuados e massa de modelar para modelar as partes do corpo”, sugere a psicopedagoga Miriam de Oliveira Dias.

Fonte: Metrópoles

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