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Avó com Alzheimer leva alianças de casamento para neta como surpresa

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Um casamento é um dia de muita emoção, mas alguns casos superam as expectativas. Luiza Pinheiro vivenciou isso e foi levada às lágrimas. Dias antes de se casar, a avó de Luiza, que tem Alzheimer, pediu que fosse convidada para a cerimônia da união da neta.

No entanto, por conta da sua saúde frágil, a sua vó não poderia ir. Pelo menos foi isso que informaram à noiva. Isso porque Luiza teve uma surpresa que pegou bem no coração quando viu a idosa no casamento. A ação foi planejada pelo próprio noivo, Nico.

“Na entrada das alianças, o Nico fingiu ter esquecido ela em algum lugar”, lembraram os fotógrafos Rafael e Bia, que gravaram o momento especial. Sem saber o que aconteceria, Luiza viu sua avó amada subir até o altar e entregar as alianças.

Dessa forma, ao vê-la, a noiva chorou muito. Quando ela finalmente tocou na avó, com Alzheimer, ela disse “Eu te amo, eu te amo muito”. Portanto, a idosa pôde acompanhar a cerimônia como convidada de honra.

“Que prazer foi ter feito esse vídeo e saber que tantas pessoas conseguiram sentir o que aconteceu nesse casamento tão especial ❤️”, comemoraram os fotógrafos.

“Só algumas fotos de carrosséis não conseguem definir a cerimônia da Luiza com o Nico. Então a gente separou as nossas favoritas desse sábado cinzento mais caloroso de amor que todos nós já vivemos. Nos sentimos parte e um casamento é realmente isso: fazer parte de uma celebração de todas as formas e sentimentos possíveis”, escreveu a equipe de fotógrafos em um post no Instagram.

Casamento com avó com Alzheimer

@biafaelfotografia & @luizapprado

@biafaelfotografia & @luizapprado

Alzheimer

O Alzheimer é um distúrbio cerebral irreversível e progressivo que não só afeta a memória como também as habilidades de pensamento. Além disso, em alguns casos, afeta também a capacidade de realizar tarefas que consideramos simples.

Sendo assim, o Alzheimer afeta, geralmente, pessoas com mais de 60 anos, mas também ocorre em pessoas mais jovens. De acordo com o médico Rafael Brandão Canineu: “O Alzheimer é um dos mais de 60 tipos de demência, que pode ser definido como uma doença degenerativa, ou seja, um processo progressivo de perda das funções cerebrais mais nobres, como memória, comportamento, linguagem, atenção, capacidade de planejamento.”

“Isso representa um declínio do estado geral de uma pessoa em relação a um estado anterior e influencia seu desempenho para as Atividades de Vida Diária (autocuidado, continência, transferências e alimentação).”

Assim, o especialista destaca que é o tipo de demência mais comum, representando aproximadamente 50 a 70% dos casos.

O que acontece com o cérebro?

“O cérebro de um paciente com doença de Alzheimer sofre um processo degenerativo, progressivo e irreversível, com morte de neurônios localizados principalmente em regiões específicas do cérebro, responsáveis pela memória e outras funções cognitivas”, explica.

Fases do Alzheimer

Especialistas dividem a doença em três fases distintas, desde a fase inicial até o estágio avançado.

Estágio inicial

“A primeira fase (leve) dura, aproximadamente, de 2 a 3 anos, com a presença de sintomas vagos difusos, instalação lenta onde a principal característica é a memória alterada.”

“O paciente nessa fase também pode apresentar desorientação, alterações da linguagem, aprendizado, concentração e crítica comprometida. ”

Estágio intermediário

“Já a segunda fase (intermediária) dura, aproximadamente, de 3 a 5 anos, e também é progressiva e lenta, com maior deterioração de memória e sintomas mais pronunciados.”

“Acompanham alterações no cálculo, julgamento, planejamento e abstração. As emoções, personalidade e comportamento social também podem ficar progressivamente alterados. Já com o avanço desta fase ocorrem alterações de postura, marcha e tônus muscular”, disse o médico.

Estágio avançado

“A última fase (grave) tem uma duração variável, pois existem mais recursos para o tratamento das complicações da doença (infecções, desidratação e lesões de pele) e os indivíduos podem viver muitos anos nesta fase.”

“As funções do organismo já se encontram mais gravemente comprometidas. Portanto, a fala já está prejudicada. Mais comumente se observa incontinência urinária e fecal.”

“Podem aparecer sintomas e sinais neurológicos grosseiros: rigidez, convulsões, tremores e movimentos involuntários. Sendo assim, esta fase evolui até o estado total vegetativo, culminando com a morte”, finaliza.

Fonte: Razões para acreditar

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