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Bebês polvos criam órgãos misteriosos para perdê-los conforme crescem

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O oceano está cheio de animais fascinantes, porém, um dos mais interessantes é o polvo. Em suma, a maior parte deles possui uma exímia inteligência. Para ter um pouco de noção, saiba que ele é capaz de distinguir os seres humanos entre si. Mesmo que todos estejam usando um mesmo uniforme.

Ademais, claro que toda essa inteligência atiça a curiosidade dos pesquisadores. Além da inteligência, outras características desse animal fazem com que ele desperte curiosidade nos pesquisadores.

Uma delas é que diferente dos humanos, os órgãos internos dos polvos parecem desaparecer conforme eles crescem. Antes de nascerem, os polvos embrionários geram centenas de estruturas microscópicas temporárias. Se conhece elas como órgãos de Kölliker (KO).

Órgãos

Esses órgãos minúsculos cobrem todas as superfície do corpo do polvo. Às vezes, eles se escondem dentro de pequenas bolsas na pele, e outras se estendem como minúsculos guarda-chuvas dobrados. E quando eles são destruídos, cada um deles pode se abrir e revelar uma explosão de fibras eriçadas.

“Quando parcialmente destruído, o KO parece uma vassoura. Quando totalmente destruído, o KO se parece com a metade de uma flor de dente-de-leão”, explicou Roger Villanueva, pesquisador do Institut de Ciències del Mar do Conselho Nacional de Pesquisa da Espanha (CSIC).

Há décadas que os biólogos sabem da existência desses órgãos. No entanto, ninguém conseguia dizer com certeza para que eles serviam, ou então porque os polvos embrionários perdem completamente toda essa variedade de órgãos antes de chegarem a idade adulta.

Estudo

Agora, um estudo de Villanueva e sua equipe ajudou a lançar luz sobre esses misteriosos órgãos que desaparecem. No estudo publicado em maio desse ano, os pesquisadores analisaram 17 espécies de polvos embrionários através de uma técnica chamada microscopia de lâmina de luz. Essa técnica é uma maneira de imergir uma amostra em fluido para torná-la transparente e depois disso brilhar a luz através dela para destacar as estruturas que são difíceis de ver.

De todas as 17 espécies de polvos estudadas, 15 tiveram KO. As duas que não tiveram eram polvos holobentônicos, o que quer dizer que eles nascem relativamente grandes e passam a vida toda no fundo do oceano.

Das 15 espécies, quase todas tiveram KO nascem planctônicas. O que quer dizer que os filhotes nascem bem pequenos e nadam mais alto na coluna d’água enquanto seus corpos crescem e se transformam na idade adulta.

Análises

Os pesquisadores descobriram que os KO estão dispersos de maneira uniforme pelos corpos dos polvos. E eles tendem a ter o mesmo tamanho, independente do tamanho do embrião. Além disso, eles também descobriram que quando todo o K de um polvo está totalmente aberto, a área da superfície do polvo aumenta em dois terços.

“Nós pensamos que os órgãos poderiam ser usados ​​pelos polvos jovens para aumentar sua relação superfície / volume”, disse Villanueva.

Essa capacidade de aumentar ou diminuir de forma significativa sua área de superfície pode dar aos polvos mais jovens condições de se protegerem das correntes oceânicas. E os pesquisadores acreditam que abrir e fechar o KO poderia ajudar os filhotes a conservar energia.

“Explorar o interior dos tecidos e órgãos de filhotes e polvos juvenis com resolução celular tem sido fascinante. É como explorar os cantos de uma cidade onde você nunca esteve – mas melhor”, concluiu o co-autor do estudo Montserrat Coll-Llado, especialista em imagens mesoscópicas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular de Barcelona.

Fonte: https://www.sciencealert.com/here-s-why-baby-octopuses-grow-hundreds-of-organs-only-to-lose-them-as-they-grow-up

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