A síndrome de burnout afeta mulheres de forma desproporcional no Brasil. O problema vai muito além do cansaço provocado por uma rotina intensa e pode causar sintomas físicos e emocionais, incluindo dor no peito.
O burnout pode provocar sintomas emocionais e físicos, incluindo dor no peito.
O burnout está relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho. Quando a pressão permanece por longos períodos, o organismo pode reagir com sinais que prejudicam a saúde, o desempenho profissional e a vida pessoal.
Sete em cada dez casos de burnout no Brasil atingem mulheres, segundo dados apresentados pelo UOL. A diferença envolve uma combinação de fatores, como trabalho, responsabilidades domésticas, cuidados com a família e cobrança social.
Além das atividades profissionais, muitas mulheres acumulam tarefas domésticas e responsabilidades relacionadas aos filhos ou a outros familiares. Com isso, encontrar momentos de descanso pode se tornar ainda mais difícil.
No ambiente profissional, excesso de cobrança, jornadas prolongadas, falta de reconhecimento e pouca autonomia também podem aumentar o nível de estresse.
Sim. O estresse intenso pode provocar dor ou aperto no peito, palpitações, dor de cabeça, alterações no sono e problemas gastrointestinais.
A tensão provocada pelo esgotamento também pode aumentar a frequência cardíaca e deixar a musculatura do tórax contraída. Por esse motivo, algumas pessoas podem confundir os sintomas com um problema exclusivamente cardíaco.
Entretanto, qualquer dor no peito merece atenção. Doenças cardiovasculares também podem provocar esse sintoma, por isso não é seguro atribuí-lo automaticamente ao estresse.
O burnout costuma reunir sintomas físicos, emocionais e comportamentais. A intensidade varia de pessoa para pessoa, mas alguns sinais aparecem com frequência.
Entre os principais estão:
Exaustão constante
Falta de energia
Irritabilidade
Dificuldade de concentração
Alterações na memória
Insônia ou sono de má qualidade
Ansiedade
Isolamento social
Perda de motivação
Sensação de baixa realização profissional
Distanciamento ou cinismo em relação ao trabalho
Além desses sinais, algumas pessoas apresentam dores de cabeça, alterações no apetite, taquicardia e desconforto no peito.
Sentir cansaço depois de uma semana difícil não significa necessariamente que uma pessoa tenha burnout. A situação merece atenção quando os sintomas persistem, aumentam de intensidade e começam a prejudicar a vida profissional, pessoal ou social.
Nesse cenário, uma avaliação com um profissional de saúde pode ajudar a identificar a causa dos sintomas e definir o tratamento adequado.
O acompanhamento psicológico ou psiquiátrico pode fazer parte desse processo. Mudanças na rotina profissional, períodos adequados de descanso e uma rede de apoio também podem contribuir para a recuperação.
O burnout não deve ser tratado simplesmente como falta de disposição ou excesso de trabalho. O estresse crônico pode afetar diferentes áreas da vida e provocar sintomas que vão muito além do cansaço.
Reconhecer os sinais precocemente é importante. Quanto antes a pessoa perceber que o esgotamento está comprometendo sua saúde, maiores serão as chances de buscar ajuda e modificar os fatores que contribuem para o problema.
Em caso de dor no peito intensa ou repentina, principalmente quando surgem falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou dor que se espalha para o braço, costas, mandíbula ou pescoço, procure atendimento médico imediatamente.
Fonte: UOL






