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Cadernos desaparecidos de Darwin são devolvidos após 21 anos

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Nesta terça-feira, 05 de abril, a Biblioteca da Universidade de Cambridge anunciou que depois de 21 anos desaparecidos, dois cadernos com anotações do famoso naturalista britânico, Charles Darwin, foram misteriosamente devolvidos ao local.

Nos cadernos, Darwin anotou ideias pioneiras sobre a evolução humana. O objeto conta também com um esboço inicial de seu famoso conceito “árvore da vida”, publicado em sua obra “A Origem das Espécies (1859)”.

De acordo com a instituição, a devolução dos manuscritos foi realizada de forma anônima, no mês de março. Os cadernos foram deixados no chão, em uma área de fácil acesso da biblioteca.

Embalados em um pacote rosa, quem devolveu os manuscritos também deixou um bilhete ao bibliotecário, desejando “Feliz Páscoa”. 

Depois da devolução misteriosa, os objetos serão expostos em Cambridge no meio do ano de 2022, em uma mostra que irá homenagear a Darwin.

Os cadernos perdidos de Charles Darwin

Foto: Stuart Roberts/AFP

No ano de 2001, os funcionários da Biblioteca da Universidade de Cambridge estavam fazendo uma verificação de rotina em muitos livros, mapas e outros artefatos únicos de sua coleção. No entanto, esse simples procedimento ganhou uma reviravolta quando os trabalhadores notaram que algo muito valioso não estava guardado no local de costume.

Após os funcionários revirarem o local de cima a baixo, foram obrigados a informar que os cadernos pessoais de Charles Darwin, os quais o biólogo havia escrito à mão sobre seus pensamentos e teses, haviam desaparecido. 

Os documentos tinham sido retirados em setembro do ano anterior, de seu lugar reservado nas Salas Fortes de Coleções Especiais, para que fossem tiradas fotografias. Infelizmente, esse momento foi o ideal para que o caderno fosse retirado do local por 21 anos.

Último recurso 

Foto: Stuart Roberts/AFP

A Universidade de Cambridge procurou todo tipo de auxílio especializado para tentar recuperar o patrimônio cultural. Consultou os conselhos de profissionais que trabalham resgatando esse tipo de artefato histórico, e acionou até mesmo a Interpol, que adicionou os cadernos de Darwin em seu Registro de Arte Perdida. 

Mesmo que tenham sido realizados muitos esforços, os cadernos ficaram duas décadas sumidos. Em 24 de novembro de 2020, no chamado “Dia da Evolução”, em que o renomado naturalista publicou “A Origem das Espécies”, a instituição britânica fez um apelo ao público, explicando a situação.

O valor dos cadernos

Foto: Cambridge University Library

“Estamos apelando para que qualquer pessoa com qualquer conhecimento do paradeiro desses artefatos de valor inestimável entre em contato conosco. Eles são extremamente valiosos e importantes, tanto para a universidade, quanto para qualquer pessoa interessada na História da Ciência”, afirmou na época, o detetive sargento da polícia de Cambridge, Sharon Burrell, em uma nota publicada no site da universidade. 

“Espero que a publicidade em torno de seu potencial roubo refresque a memória de alguém e leve à luz informações que resultem em seu retorno. Devido ao tempo decorrido desde o seu desaparecimento, as informações do público serão muito importantes para esta investigação”, acrescentou o profissional. 

Mesmo que seja difícil avaliar o quanto os cadernos de Darwin possam valer em termos de dinheiro, a instituição britânica afirmou que essa quantia estaria na casa dos milhões de libras. 

Nesses cadernos, o cientista descreveu pela primeira vez sua ideia de que as espécies eram capazes de se “transmutar”, de maneira que elas evoluíram de uma para outra forma ao longo do tempo. Esse fato fez com que as obras ganhassem o apelido de “Cadernos de Transmutação. 

Apesar das anotações e desenhos feitos pelo pesquisador terem sido digitalizadas no passado, estando disponíveis ao público, os itens originais seguem tendo o seu valor para os estudiosos dos séculos futuros, assim como são um verdadeiro tesouro nacional para o Reino Unido.

Fonte: Aventuras na História 

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