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Após 22 anos, peixe-mão-de-rosa é encontrado

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Um peixe conhecido como peixe-mão-de-rosa, que havia sido visto pela última vez em 1999, foi observado em um vídeo de uma câmera deixada em alto mar por especialistas após 22 anos desaparecido dos registros. O animal, que é considerado o mais raro do mundo, é nativo apenas da Austrália e foi visto na costa da Tasmânia.

O peixe-mão-de-rosa, de nome científico Brachionichthyidae, possui “mãos” de grandes proporções comparadas ao seu corpo. As “mãos” o ajudam a “caminhar” no fundo do mar, mas ele também consegue nadar. Em 1999, a espécie foi vista pela última vez por um mergulhador da mesma região em que foi encontrado agora.

Getty Images

A câmera responsável por capturar imagens do animal foi deixada no mar do Tasman Fracture Marine Park com isca em fevereiro, para que corais, lagostas e peixes fossem estudados. No entanto, enquanto observava as filmagens em outubro, uma assistente do instituto acabou se deparando com algo curioso.

As imagens mostram o peixe de cerca 15 centímetros emergindo de uma saliência depois de ser perturbado por uma lagosta. Esse momento permitiu uma visão frontal do animal e a observação detalhada da espécie.

O local da descoberta

O peixe-mão-de-rosa foi avistado nadando em águas mais profundas e abertas do que geralmente era encontrado. A espécie, considerada “extremamente ameaçada de extinção”, foi encontrada a uma profundidade de 150 metros, diferente das águas rasas onde geralmente era vista. Ao todo, até 1999 a espécie só havia sido vista quatro vezes.

O local onde o animal foi avistado é um parque protegido, com aproximadamente a mesma extensão da Suíça. O parque protegido é conhecido por ter uma longa rachadura na crosta terrestre que permitiu que a vida marinha fosse encontrada em profundidades de mais de 4.000 metros. Os peixes-mão-de-rosa são um dos 14 tipos de peixes-mão vistos ao redor da Tasmânia.

Características do peixe

Peixes-mão não costumam ser ágeis, o que os torna alvos fáceis para predadores. Por consequência, esses animais não são encontrados de forma fácil e há poucos exemplares de cada espécie. Outra questão que pode ameaçá-los é o fato de eles colocarem menos ovos do que os outros peixes. Ou seja, a taxa de reprodução é baixa.

Essas espécies colocam ovos na base de pedaços de algas, tornando-os vulneráveis a ser sacudidos ou derrubados por outros animais ou por mergulhadores. Além disso, os peixes-mão não se adaptam facilmente em outras regiões, o que explica o fato da grande maioria dessas espécies serem encontradas na Tasmânia. Como efeito, as colônias são raras e a quantidade de peixes em cada uma também.

Esses fatores influenciam no risco de extinção que os peixes-mão correm e, principalmente, os peixes-mão-de-rosa. No entanto, a descoberta do animal após 22 anos reacende a necessidade de preservação das espécies. Encontrar um exemplar do animal é de grande importância, já que há a comprovação de que o peixe ainda não foi extinto.

Apesar disso, e considerando que não há grande quantidade do peixe pelo mundo, a espécie continua correndo risco de desaparecer. Fica explícita, então, a urgência no cuidado e estudo detalhado desses animais. A conservação do local também segue sendo uma boa tática para preservar a espécie.

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