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China inaugura maior usina de energia solar do mundo

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A energia solar, como o próprio nome diz, vem do sol. A nossa estrela é uma fonte renovável que, agora, graças às tecnologias, pode ser utilizada. Essa energia pode iluminar casas, aquecer água e até mesmo gerar eletricidade. E também, ela é uma fonte de energia ecologicamente correta e uma das mais limpas.

Com o passar do tempo, ela tem crescido, sendo uma fonte de energia essencial para vários lugares. Além de países estarem investindo mais nela. Como no caso da China que inaugurou recentemente a maior usina de energia solar do mundo em Xinjiang. A usina tem mais de 13.300 hectares e uma capacidade de 3,5 gigawatts.

Quem opera a maior usina de energia solar é a CGDG e Power Construction Corp of China (PowerChina). O local onde ela está localizada é em uma região desértica de Urumqi, a capital de Xinjiang.

O potencial total da usina é de gerar cerca de 6.090 milhões de quilowatts-hora por ano. Essa quantidade é suficiente para abastecer regiões como Papua Nova Guiné.

Maior usina de energia solar

O cafezinho

Mesmo que, em teoria, a construção da maior usina de energia solar do mundo seja uma coisa boa, a escolha do local para fazer essa construção tem levantado questões bem controversas. De acordo com organizações como a Anistia Internacional e a ONU, existem supostas “graves violações dos direitos humanos” no local, além de um suposto “encarceramento em massa, tortura e perseguição sistemática” dos uigures, que são vistos e tratados como minorias muçulmanas pela China.

De acordo com essas acusações, a área pode estar envolvida com práticas de trabalho forçado, principalmente nos setores que dependem de mão de obra intensiva, como no caso da energia renovável.

Conforme estudos feitos pelo Sheffield Hallam University, o trabalho forçado pode acabar afetando toda a cadeia de suprimentos e chegar aos mercados internacionais, o que iria fazer com a indústria solar se tornasse “particularmente vulnerável“.

Por conta dessas polêmicas estão sendo feitos pedidos para que haja mais transparência e cuidado nas cadeias de suprimentos. E no caso dessa maior usina de energia solar do mundo em Xinjiang, investidores e consumidores globais são colocados em um dilema ético: apoiam a expansão dessa energia renovável ao mesmo tempo que confrontam com as implicações sociais e humanitárias dela.

Energia renovável

Epoch times Brasil

Essa energia é gerada através dos painéis solares. O mais interessante dessa tecnologia é que ela não somente permite a geração de energia elétrica em alta escala, como também nas casas com a instalação dos painéis solares no telhado. Eles são, na realidade, placas compostas por várias células fotovoltaicas.

Essas células podem ser feitas de vários tipos de materiais, sendo os mais comuns Arseneto de Gálio (GaAs), Silício Policristalino e Silício Monocristalino. Também existem os filmes finos que podem ser feitos de silício amorfo hidrogenado (a-Si:H), o disseleneto de cobre e índio (CIS) e o telureto de cádmio (CdTe).

Seja qual for a composição dessas placas, o processo para elas gerarem energia é o mesmo. Primeiro, os raios do sol atingem as células e fazem com que os elétrons que circundam os átomos desse material se desprendam e deixem uma lacuna.

Então, um outro elétron vem preencher a lacuna. Isso acontecendo de forma sucessiva faz com que a corrente elétrica seja gerada. A eletricidade então passa por um dispositivo chamado inversor solar. É ele quem faz a transformação da corrente contínua vinda das células em corrente alternada, e também equaliza a frequência da corrente com a da rede elétrica.

Quando ela passa pelo inversor, a energia se conecta com a rede elétrica da casa, geralmente no quadro de luz, e então alimenta os aparelhos que a usam.

Cada uma das células voltaicas das placas consegue gerar por volta de 0,4 V. Então para que seja produzido 12 V, que é tensão suficiente para carregar uma bateria, seria preciso uma placa com 30 ou 40 células.

E dependendo da placa é possível alimentar uma casa somente com energia solar. No caso de uma placa solar de 99,2 cm x 196 cm ela produz em média uma energia de 41,25 kWh/mês. Geralmente, o estimado como sendo o consumo de uma casa é de 300 kWh/mês. Então, seriam necessárias várias placas.

Além disso, existem outros problemas. Por exemplo, elas não geram energia à noite e nos dias nublados e chuvosos a sua produção também cai. E a inclinação e posição em que elas são colocadas também influenciam na eficiência.

Por conta disso, o único jeito de ter uma casa 100% consumindo energia solar seria tendo um sistema com uma bateria para armazená-la. Contudo, o custo para instalação dela é bem alto e não compensa.

Fonte: O cafezinho,  UOL

Imagens: O cafezinhoEpoch times Brasil

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