Curiosidades

Cientistas alertam sobre falsos fósseis em Marte

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Dominar o espaço e descobrir tudo que ele guarda, ainda é um dos maiores desejos do homem. Isso faz que nos arrisquemos em nome do conhecimento. Afinal, quem não gostaria de viajar pela imensidão do universo?! As pessoas são fascinadas com o quarto planeta do Sistema Solar, desde que o descobriram.

Marte, depois do nosso, é o mais popular, e isso por vários motivos. Algumas pessoas alimentam a teoria de que há vida no enorme planeta vermelha. Outras dizem que os extraterrestres que vemos em tantas histórias partiram de lá. Já os cientistas o veem com outros olhos e estudam a possibilidade de habitá-lo. Marte foi sempre uma grande fonte de mistérios.

Com o passar dos anos, as pesquisas foram ficando mais intensas e os robôs enviados para lá nos dão informações e imagens cheias de detalhes. Assim, as descobertas a respeito do Planeta Vermelho não param.

Estudo

Segundo um novo estudo, quando se procurar sinais de vida em Marte é preciso procurar por “falsos fósseis” que podem ser abundantes no planeta. O rover Perseverance tem entre seus objetivos, a exploração do planeta vermelho. Ele tem o objetivo de procurar sinais de vida microbiana antiga no planeta seco e empoeirado. No caso, microfósseis minúsculos que seriam evidências de que Marte já foi habitável.

Claro que essa descoberta seria incrível e bem surpreendente. Contudo, o novo artigo diz que é preciso cautela na interpretação do que se encontra, seja nessa ou em outras fontes futuras.

Segundo o astrobiólogo Sean McMahon, da Universidade de Edimburgo, e a geobióloga Julie Cosmidis, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, os cientistas terão que ficar atentos nos depósitos minerais não biológicos que se parecem bastante com fósseis.

No novo estudo, McMahon e Cosmidis delinearam dezenas de processos nãob iológicos, ou abióticos, que são capazes de produzir pseudofósseis. Eles são estruturas que se parecem com fósseis de organismos microscópicos. Como por exemplo, os que podem ter existido em Marte.

“Em algum estágio, um rover de Marte quase certamente encontrará algo que se parece muito com um fóssil, portanto, ser capaz de distinguir com segurança essas estruturas e substâncias produzidas por reações químicas é vital. Para cada tipo de fóssil lá fora, existe pelo menos um processo não biológico que cria coisas muito semelhantes. Então há uma necessidade real de melhorar nossa compreensão de como elas se formam”, disse McMahon.

Falsos fósseis

Esses microfósseis podem ser bem problemáticos mesmo aqui na Terra. Então, se a análise de quaisquer potenciais microfósseis em Marte for feita já se conhecendo os processos que podem produzir esses pseudofósseis é possível ter uma melhor chance de interpretar com precisão o que se está vendo.

E como não se sabe que tipo de vida pode ter surgido em Marte, podendo ser bem diferente da vista em nosso planeta, McMahon e Cosmidis notaram que provavelmente existem vários processos que são desconhecidos que podem produzir pseudofósseis. Por isso que os biólogos a procura de vida em Marte tem que ter cuidado.

“Fomos enganados por processos que imitam a vida no passado. Em muitas ocasiões, objetos que se pareciam com micróbios fósseis foram descritos em rochas antigas da Terra e até mesmo em meteoritos de Marte, mas após um exame mais profundo, descobriram que tinham origens não biológicas. Este artigo é um conto de advertência para o qual pedimos mais pesquisas sobre os processos que imitam a vida no contexto de Marte, para evitar cair nas mesmas armadilhas continuamente”, concluiu Cosmidis.

Fonte: https://www.sciencealert.com/false-fossils-could-confuse-the-search-for-life-on-mars

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