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Conheça o brasileiro que sofre da mesma doença que Stephen Hawking

POR Diogo Quiareli    EM Ciência e Tecnologia      02/04/18 às 14h52

Recentemente, o mundo sofreu uma grande perda. Stephen Hawking foi uma das mentes mais brilhantes da física teórica de todos os tempos. Ele era portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA). Essa doença degenerativa paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais. Não possui cura ainda. O físico perdeu totalmente os movimentos do corpo após detectar a doença, quando tinha 21 anos. Utilizando um sintetizador de voz para se comunicar, Hawking deu continuidade a sua genialidade até esse ano, 2018. A doença rara também afeta um brasileiro bastante influente em seu trabalho. O Dr. Hemerson enfrenta diariamente o desafio de viver com a ELA.

Ele atuou como cirurgião cardiovascular durante 28 anos e se formou na Universidade Federal de Alagoas. Em 2012, em Santa Catarina, onde participava de treinamento, ele começou a sentir uma coisa estranha na panturrilha direita. Acreditando ser apenas um estiramento muscular, Hemerson iniciou por conta própria um tratamento a base de anti-inflamatórios e fisioterapia. Após um tempo, não notou nenhum resultado positivo. Em seguida, vieram as fasciculações, tremores musculares e outros sintomas. Ele notou, mais tarde, que eram sinais típicos da Esclerose Lateral Amiotrófica. Procurou um neurologista e o primeiro exame foi capaz de comprovar o que ele já suspeitava.

Notícia

Ao receber o que podia ser a pior notícia da sua vida, ele perguntou ao médico qual seu tempo de vida e ouviu: dois a cinco anos. Hemerson, por um tempo, sofreu sozinho, pois se recusava a contar para alguém o que estava vivendo. Eram dias sombrios e dolorosos para ele. Após "aceitar", ele resolveu contar para sua esposa e, em seguida, para seus irmãos, mãe, filhos e amigos. Resolveu fazer mais exames e confirmou o diagnóstico com mais dois médicos. Continuou seu trabalho como médico por mais um ano, operando corações de todos os tipos e tamanhos. A doença começou a atingir os braços pouco a pouco e ele percebeu que aquela era a hora.

Ele prosseguiu a vida dando aulas e palestras em universidades. Participou de encontros acadêmicos e desenvolve um grande amor por música clássica. Ele afirmou diversas vezes que isso era o melhor para exercitar os neurônios cognitivos. No Brasil, ele insistiu que os pacientes que lutam contra a doença necessitem de mais cuidados com o melhor que puderem. Isso garante uma sobrevida mais longa. Existem três drogas com efeitos benéficos para quem sofre da doença, mas no Brasil, um dos países mais atingidos pela doença, ainda não é possível ter acesso a elas facilmente. Hemerson luta, através de várias ações sociais, por um país melhor e mais preparado para atender as pessoas que são diagnosticadas com a ELA.

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Via   Revista Galileu  
Diogo Quiareli
Geminiano, 24 anos, goiano.
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